Leilões de biodiesel

Usinas colocam 651 milhões de litros a venda no Leilão 28


BiodieselBR.com - 06 dez 2012 - 18:40 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
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Depois de uma farta dose de surpresas durante a fase de habilitação – da mudança repentina na periodicidade à situação da Bunge –, o 28º Leilão de Biodiesel entrou em sua fase comercial hoje. Ao todo, as 41 usinas que estão participando do certame colocaram à disposição do mercado 651,47 milhões de litros de biodiesel que serão usados para atender a demanda da mistura obrigatória durante o primeiro bimestre de 2013.

Ao contrário do Leilão 27 onde a oferta foi considerada apertada em relação à demanda projetada, o certame de hoje não deve causar grandes sustos. Com o volume de biodiesel que foi colocado no mercado hoje seria possível garantir a mistura em um consumo de até 13 bilhões de litros de óleo diesel. Considerando que o consumo no primeiro bimestre de 2012 foi de 8,1 bilhões de litros seria preciso que o Brasil estivesse crescendo a taxas chinesas para que o consumo aumentasse tanto de um ano para outro.

O preço médio pelo metro cúbico de biodiesel chegou perto de R$ 2.534,21 com um deságio de 6,14% em relação aos Preços Máximos de Referência (PMRs) definidos pela ANP.

O grupo das empresas que chegaram ao leilão confiantes o suficiente para colocar a venda 100% de sua capacidade produtiva conta com seis nomes: BSBios, Minerva, Biocar, Bio Vida, Cooperfeliz e SP Bio.

Apenas a Araguassu se habilitou no leilão e não fez nenhuma oferta. Isso significa que a usina de Porto Alegre do Norte (MT) deve ficar parada no começo do ano que vem.

A campeão dos preços baixos foi a Camera que está pedindo, em média, R$ 2.389,29 pelo m3 do biodiesel que fabrica em sua usina em Ijuí (RS). Já o maior deságio do leilão foi oferecido pela JBS que baixou seu preço em 12,08% em relação ao PMR aceitando R$ 2.401,25 pelo m3.

Outra empresa que chamou a atenção pela competitividade com que entrou na disputa foi a Bianchini. Depois de ficar sem vender nada no leilão passado, a empresa parece ter chegado disposta a dar a volta por cima colocando 45 milhões de litros a venda pelo quarto menor preço do leilão (R$ 2.440,00 por m3) e o terceiro maior deságio (10,09%)

Lembrando um tanto sua atuação desastrada durante o leilão 26 – quando menos de um terço do biodiesel que colocou a venda foi arrematado –, a Granol foi bastante conservadora em sua estratégia de preços. Dentro do concorrido mercado gaúcho, a usina da companhia em Cachoeira do Sul (RS) teve os preços mais elevados – ela está pedindo R$ 0,12 a mais por litro do que o segundo preço mais alto.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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