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Distribuidoras compram 1.050,3 mil m³ de biodiesel para o B10 no 3º bimestre

Corte na mistura obrigatória fez com que quantidade de biodiesel negociada no L79 caísse 20% em relação ao L78

BiodieselBR.com 5 min de leitura

Depois de uma série interminável de percalços, o 79º Leilão de Biodiesel finalmente foi encerrado hoje por volta das 15h13. No total, o certame fechou a compra de 1.050,3 milhares de m³ que serão usados para garantir o mercado da mistura obrigatória durante o terceiro bimestre. Isso faz deste o pior leilão de biodiesel desde o malfadado L72 quando – sem saber direito o que esperar do mercado durante a pandemia do novo coronavírus – tanto distribuidoras quanto usinas cometeram uma sequência de equívocos ao dimensionar a demanda de diesel o que acabou precipitando tanto o primeiro corte na adição obrigatória da história quanto à necessidade de convocar um leilão complementar de forma emergencial.

Não era para ter sido assim. Originalmente, a expectativa do mercado era que o pregão movimentasse 1.250 mil m³ de biodiesel. Isso faria deste o segundo melhor leilão da história – atrás somente dos 1.305,7 milhares de m³ do L78.

Todos já esperavam um leilão um pouco mais complicado do que o normal já que marcaria a estreia da rodada exclusiva para as menores usinas habilitadas (MUHs). Mas tudo correu em relativa normalidade até a Etapa 3A. Foi aí que a coisa desandou. Assustado com os preços do biodiesel, o governo federal paralisou o pregão e acabou determinando a redução da mistura obrigatória de 13% para 10%.

Depois de uma série interminável de percalços, o 79º Leilão de Biodiesel finalmente foi encerrado hoje por volta das 15h13. No total, o certame fechou a compra de 1.050,3 milhares de m³ que serão usados para garantir o mercado da mistura obrigatória durante o terceiro bimestre. Isso faz deste o pior leilão de biodiesel desde o malfadado L72 quando – sem saber direito o que esperar do mercado durante a pandemia do novo coronavírus – tanto distribuidoras quanto usinas cometeram uma sequência de equívocos ao dimensionar a demanda de diesel o que acabou precipitando tanto o primeiro corte na adição obrigatória da história quanto à necessidade de convocar um leilão complementar de forma emergencial.

Não era para ter sido assim. Originalmente, a expectativa do mercado era que o pregão movimentasse 1.250 mil m³ de biodiesel. Isso faria deste o segundo melhor leilão da história – atrás somente dos 1.305,7 milhares de m³ do L78.

Todos já esperavam um leilão um pouco mais complicado do que o normal já que marcaria a estreia da rodada exclusiva para as menores usinas habilitadas (MUHs). Mas tudo correu em relativa normalidade até a Etapa 3A. Foi aí que a coisa desandou. Assustado com os preços do biodiesel, o governo federal paralisou o pregão e acabou determinando a redução da mistura obrigatória de 13% para 10%.

Segunda tentativa

O processo foi retomado apenas na quarta-feira (14) da semana passada.

Mais uma vez tivemos problemas. Tanto na Etapa 3A que terminou depois do que deveria. Quanto na Etapa 3B que acabou sendo aberta depois do horário marcado.

No fim, a Etapa 3 – somadas suas duas rodadas – negociou um total de 939,6 mil m³.

Etapa 5

Embora tenha sido relativamente rápida, a Etapa 5 negociou um volume de biodiesel relativamente elevado. As distribuidoras compraram um pouco menos de 110,7 mil m³.

Com as compras que foram feitas hoje, as distribuidoras têm biodiesel bastante para garantir a venda de até 10,5 milhões de m³ de óleo diesel durante o 3º bimestre. Esse volume é cerca de 16% maior do que aquele que havia sido movimentado no mesmo período do ano passado. Na pouco provável hipótese deste volume se confirmar, o mercado teria o melhor bimestre de toda sua história superando os 9,84 milhões de m³ registrados em 2014.

A Etapa 5 teve o menor preço médio do L79. Cada m³ de biodiesel vendido nessa etapa, foi negociado por R$ 5.373,95. Adicionando nisso os resultados das Etapas 3A com seu preço médio de R$ 6.768,54, e  o preço médio da Etapa 3B de R$ 5.441,72, o preço médio ponderado do L79 fechou em R$ 5.561,26 por m³.

Esse valor torna o biodiesel do L79 o segundo mais caro da história, atrás apenas dos R$ 5.576,74 vistos no L76.

Com o valor alto do biodiesel, o L79 movimentou R$ 5,84 bilhões. Esse é o terceiro maior faturamento nos leilões de biodiesel bimestrais.

Olhando para as três rodadas do L79, o faturamento se divide em: R$ 594,8 milhões na Etapa 5; R$ 678,8 milhões na Etapa 3A e R$ 4.567,6 milhões na Etapa 3B.

Destaques

– As compras de biodiesel do Leilão 79 totalizaram 1.050,3 milhares de m³;
– Foram 100,3 mil m³ na Etapa 3ª, 839,4 mil m³ na Etapa 3B e 110,7 mil m³ na Etapa 5;
– Dos cerca de 1.501,7 mil m³ de litros ofertados pelas usinas, sobraram 451,3 mil m³;
– As distribuidoras vão pagar uma média de R$ 5.561,26 pelo metro cúbico de biodiesel o que aponta para uma movimentação financeira de R$ 5,84 bilhões;
– Das 45 usinas que participaram da disputa, 15 liquidaram suas ofertas;
– Destas 9 unidades produtivas venderam toda sua capacidade bimestral;
– Em termos de volume vendido, a Potencial foi o grande destaque com 125 mil m³ arrematados pelo valor médio de R$ 5.346,09 gerando faturamento de R$ 668,2 milhões;
– Somando as usinas de Marialva (PR) e Passo Fundo (RS), a BSBios foi a empresa que mais vendeu. Foram com 156 milhões de litros e um faturamento de R$ 833,9 milhões;
– A Biofuga teve o produto mais barato do leilão com valor médio de R$ 5.307,59 por um volume total de 28 mil m³
– Já o mais caro foi o da Unibras com ganhos de R$ 6.952,27 por cada um dos 12 mil m³ vendidos;
– A Barralcool e a Amazonbio não venderam nada neste leilão ficando com um encalhe de 1,55 mil m³;
– As usinas do Rio Grande do Sul foram as que mais venderam biodiesel com 263,8 mil m³ comercializados;

O resultado completo do L79 pode ser conferido clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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