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Países e empresas prometem acabar com a venda de carros a gasolina e a diesel em 20 anos


Valor Econômico - 11 nov 2021 - 08:56

Países e empresas do setor automobilístico anunciaram nesta quarta-feira planos para interromper a venda de carros a gasolina e a diesel nas próximas duas décadas. A iniciativa faz parte dos esforços para cortar emissões de gases do efeito estufa no transporte. Companhias aéreas também se juntaram a esse grupo.

O impacto das medidas, no entanto, deverá ser limitado, uma vez que grandes emissores, especialmente os Estados Unidos e a China, não aderiram.

Dirigir, voar e navegar contribuem para quase um quarto das emissões de gases do efeito estufa gerados pelo homem, o que faz o transporte ser um tema importante na COP26 e o torna um alvo importante na tentativa de enfrentar as mudanças climáticas.

As fabricantes de carros americanas Ford e General Motors e a alemã Daimler estão em um grupo que prometeu eliminar veículos movidos a combustível fóssil até 2040. Já as duas maiores fabricantes de carros do mundo, Toyota Motor Corp e Volkswagen, não se uniram à promessa.

O plano foi endossado por países como Canadá, Chile, Dinamarca, Índia, Polônia, Suécia, Turquia e Reino Unido. Vários Estados e cidades americanas também aderiram.

O plano recebeu uma reação mista de ativistas ambientais. “Esta etapa indica que um número crescente de países, fabricantes de automóveis e fornecedores de meios de transporte estão se unindo aos esforços globais para veículos elétricos com emissão zero", disse Jake Schmidt, do grupo ambientalista Natural Resources Defense Council, de Nova York.

Já o instituto de pesquisas Transport and Environment disse que o anúncio deve ser apoiado por metas legalmente vinculantes e apontou para a ausência de grandes mercados como China, Estados Unidos, Alemanha e França.

Autoridades alemãs disseram que o país se recusou a assinar o acordo porque contém uma nota de rodapé que impede o uso de combustíveis sintéticos produzidos a partir de fontes renováveis, uma opção que o governo atual e o futuro muito provavelmente desejam manter.