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Qualidade do diesel fica estável em março

A não conformidade do óleo diesel vendido no país se manteve abaixo de 3% pelo segundo mês seguido

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Pelo menos por enquanto a chegada do B12 não teve impacto perceptível sobre a qualidade do óleo diesel vendido no Brasil. Segundo dados mais recentes coletados pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), o índice de não conformidade do derivado mais consumido pelos brasileiros ficou estacionado em 2,9% nos meses de fevereiro e de março.

Março foi o mês no qual as distribuidoras passaram a ser obrigadas a adicionar pelo menos 12% de biodiesel a praticamente todo o óleo diesel que comercializam – a lei isenta somente o diesel de uso náutico. Aumentos de mistura obrigatório costumam vir associados a picos de não conformidade. É uma história que tem se repetido com regularidade desde a adoção do B5 em janeiro de 2010.

Dessa vez, no entanto, o pico esperado – ainda – não apareceu nas estatísticas.

Pelo menos por enquanto a chegada do B12 não teve impacto perceptível sobre a qualidade do óleo diesel vendido no Brasil. Segundo dados mais recentes coletados pelo Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), o índice de não conformidade do derivado mais consumido pelos brasileiros ficou estacionado em 2,9% nos meses de fevereiro e de março.

Março foi o mês no qual as distribuidoras passaram a ser obrigadas a adicionar pelo menos 12% de biodiesel a praticamente todo o óleo diesel que comercializam – a lei isenta somente o diesel de uso náutico. Aumentos de mistura obrigatório costumam vir associados a picos de não conformidade. É uma história que tem se repetido com regularidade desde a adoção do B5 em janeiro de 2010.

Dessa vez, no entanto, o pico esperado – ainda – não apareceu nas estatísticas.

Outra diferença importante é uma queda pronunciada da característica ‘teor de biodiesel’ entre os problemas de qualidade identificados. Vícios relacionados à mistura – biodiesel a mais ou a menos – foram responsáveis pela reprovação de 21,4% das amostras. Problemas relacionados ao ponto de fulgor (35,7%) e destilação (25%) aparecem na dianteira.

Nova especificação

Essa já é a segunda vez que o pico de não conformidade não ocorre logo na sequência de um aumento da mistura. A chegada do B11 em setembro passado também não levou a um aumento no número de amostras reprovadas pela ANP.

O que pode estar fazendo a dessa vez é a atualização nas especificações do biodiesel. As novas regras mais rígidas para a qualidade do biocombustível estão valendo desde agosto do ano passado. Elas foram adotadas como parte do acordo entre os fabricantes de biodiesel e o setor automotivo para destravar o novo cronograma de aumentos da mistura obrigatória que prevê a chegada do B15 até 2023.

Baixa testagem

A estabilidade nos resultados também pode ser fruto de uma queda expressiva na testagem. Esse mês, foram coletadas apenas 1.710 amostras de diesel, praticamente um quarto a menos do que no mês anterior quando o PMQC coletou 2.393 amostras. O número total de coletas já vinha caindo desde agosto passado.

A área de cobertura continua igual. Os laboratórios do PMQC produziram dados sobre o mercado de 19 unidades da federação – os mercados do Acre, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins seguem sem acompanhamento.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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