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Não conformidade do diesel fechou o ano passado em 4,3%

Este foi pior desempenho para a qualidade do produto em todo o período de vigência do Programa do Biodiesel

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Depois de ter se recuperado e fechado o ano de 2020 em 2,7%, a qualidade do óleo diesel consumido pelos brasileiros de – mais uma vez – uma virada para pior. Dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) compilados por BiodieselBR.com mostram que, ao longo do ano passado, um total de 4,3% das amostras de óleo diesel que foram coletadas país afora acabaram reprovadas. Este é pior resultado anual para o produto desde que a adição de biodiesel se tornou obrigatória biodiesel se tornou obrigatória a partir de janeiro de 2008.

Das 26,3 mil amostras de diesel coletadas ao longo do ano, 1.140 foram reprovadas em pelo menos um quesito.

Antes, o pior ano para o diesel brasileiro havia sido 2018, ano em que a mistura saltou de uma só vez do B8 para o B10. Naquele ano, as reprovações chegaram a 4,1%.

Depois de ter se recuperado e fechado o ano de 2020 em 2,7%, a qualidade do óleo diesel consumido pelos brasileiros de – mais uma vez – uma virada para pior. Dados do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) compilados por BiodieselBR.com mostram que, ao longo do ano passado, um total de 4,3% das amostras de óleo diesel que foram coletadas país afora acabaram reprovadas. Este é pior resultado anual para o produto desde que a adição de biodiesel se tornou obrigatória biodiesel se tornou obrigatória a partir de janeiro de 2008.

Das 26,3 mil amostras de diesel coletadas ao longo do ano, 1.140 foram reprovadas em pelo menos um quesito.

Antes, o pior ano para o diesel brasileiro havia sido 2018, ano em que a mistura saltou de uma só vez do B8 para o B10. Naquele ano, as reprovações chegaram a 4,1%.

Outubro

O ano teve alguns meses realmente sofríveis em seu começo. A não conformidade chegou a um pico de 8,1% em de abril, pouco depois da chegada do B13. Esse já era o pior resultado da série histórica.

Embora o movimento de piora nos indicadores de qualidade seja comum na sequência dos aumentos da mistura obrigatória. A piora de abril pode ser – ao menos em parte – explicada pelo lockdown na Bahia que fez com que muitos postos não conseguissem se desfazer de seus estoques de B12 a tempo.

Normalmente, a qualidade do diesel volta ao normal rapidamente. Dessa vez, contudo, o mercado passou por uma segunda onda de não conformidade. Em outubro, o indicador chegou impressionantes 13,5%. De longe, o pior mês para a qualidade do diesel desde a introdução do biodiesel. Apenas em outubro, o número de amostras de diesel reprovadas chegou a 230 – quase um quinto do total anual.

O fato disso coincidir com a volta do B12 depois de quatro meses de B10 e da imensa maioria dos problemas estar ligado ao parâmetro ‘teor de biodiesel’ parece indicar que as distribuidoras podem ter tido dificuldades de retorna ao patamar maior de mistura.
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Ao longo do ano, o teor de biodiesel representou 59,2% dos problemas de qualidade identificados pelo PMQC.

Desvios em relação ao percentual de biodiesel determinado pelo governo foram encontrados em 766 das 1.140 amostras que foram reprovadas. O segundo vício de qualidade mais comum no diesel brasileiro foi o ponto de fulgor com 246 ocorrências.

Entre as unidades da federação, a Bahia teve o pior diesel do ano. O índice de não conformidade no estado ficou em 5,4%. Alagoas ficou pouco atrás com 5,2%.

Entre os estados que tiverem seus mercados monitorados pelo PMQC, Santa Catarina teve o melhor diesel do país com apenas 0,7% de reprovações.

Não foram coletados dados sobre a qualidade dos combustíveis comercializados em oito estados – Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins – brasileiros.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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