Número de amostras com falhas no cumprimento da mistura de biodiesel identificadas pelo PMQC despenca de 147 para 19
Pelo jeito foi só um susto. E dos grandes. Um mês depois de ter batido em preocupantes 8,1% de não conformidade – seu pior resultado da história –, o indicador de qualidade do óleo diesel consumido pelos brasileiros virou da água para o vinho e fechou maio com menos de 2,7% de reprovações. Esse é o melhor índice de qualidade desde novembro de 2020.
Os novos números fazem parte da edição mais recente do boletim mensal do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC). Segundo o documento publicado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram coletadas 2.643 amostras de diesel do país das quais 71 apresentaram algum tipo de vício de qualidade.
Um mês antes, o número de reprovações havia chegado a 187.
Pelo jeito foi só um susto. E dos grandes. Um mês depois de ter batido em preocupantes 8,1% de não conformidade – seu pior resultado da história –, o indicador de qualidade do óleo diesel consumido pelos brasileiros virou da água para o vinho e fechou maio com menos de 2,7% de reprovações. Esse é o melhor índice de qualidade desde novembro de 2020.
Os novos números fazem parte da edição mais recente do boletim mensal do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC). Segundo o documento publicado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram coletadas 2.643 amostras de diesel do país das quais 71 apresentaram algum tipo de vício de qualidade.
Um mês antes, o número de reprovações havia chegado a 187.
Teor de biodiesel
Em grande medida, essa melhora se deve à uma maior adesão à mistura de biodiesel.
No mês de abril houve uma explosão de não conformidades ligadas ao cumprimento da mistura obrigatória de biodiesel. Problemas relacionados a esse parâmetro de qualidade foram identificados em 147 das amostras reprovadas – o equivalente a 78,6% do total.
Segundo a ANP, uma parte significativa dessa piora pode ser atribuída ao lockdown decretado no estado da Bahia que fez com que muitos postos não conseguissem se desfazer de seus estoques de B12 dentro da janela legal exigida para o começo do B13. Como resultado, 57 das 151 amostras coletadas no estado apresentaram problemas com o teor de biodiesel.
O estado teve outras 2 amostras reprovadas por outros problemas o que fez com que a não conformidade na Bahia passasse dos 39%. Caso o estado tivesse sido excluído do monitoramento, o índice de não conformidade teria caído para menos de 6%.
Mesmo com a exclusão da Bahia, o descumprimento do mandato de biodiesel teria sido o fator mais importante para a qualidade do diesel. Desvios em relação ao B13 foram identificados pelo PMQC em 90 amostras coletadas nos outros 14 estados monitorados. Fatia de aproximadamente 70% das reprovações deste grupo.
Já no mês de maio apenas 19 amostras apresentaram algum desvio em relação ao teor de biodiesel. E isso nacionalmente. Elas representam cerca de um quarto do total de reprovações.
Mais problemas
Sem o teor de biodiesel, de fato, a qualidade do diesel teria caído. Em abril, o número total de problemas de qualidade identificados nas amostras não conformes oi de 205 – uma mesma amostra pode ter mais de um vício de qualidade por isso o número é maior. Descontadas as falhas com a mistura do biodiesel, a teriam sido 58 problemas.
Em maio, a mesma conta revela 64 falhas.
Estados
Dos 15 estados que foram monitorados tanto em abril quanto em maio, em 13 os níveis de não conformidade caíram. Houve piora apenas em Alagoas e no Pará.
Inevitavelmente, a Bahia teve a maior evolução indo de 39,1% de não conformidade para 5,3%. Mas a melhora foi substancial também em outros estados. Em abril, cinco estados tiveram não conformidade acima de 10%. Agora apenas Alagoas atingiu a marca com 12,5%.
Em três unidades da federação – Espírito Santo, Santa Catarina e Sergipe – não houve registro de não conformidades.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com