Aprobio e Abiove querem unificar selos de qualidade do biodiesel
Duas das principais associações do setor de biodiesel – a Abiove e a Aprobio – estão se movimentando para unificar seus selos de qualidade. Se tudo correr como deve, dentro de mais alguns meses o Bio+ e a Super A vão se tornar uma coisa só. E as entidades trabalham para ter o reconhecimento do Ministério de Minas e Energia (MME) e dos outros elos da cadeia.
Lançados em 2020, ambos têm um funcionamento parecido. Eles certificam que as usinas que topam participar – os dois são voluntários – conseguem atingir níveis de qualidade superiores aos exigidos pela Resolução 920/ 2023 da ANP. “A gente entende que (...) não adianta nada eu ter um selo de qualidade só meu. Então, nós estamos negociando com o Ministério [de Minas e Energia] a criação um comitê que vai incluir os consumidores de biodiesel, os fabricantes e o governo”, explica o presidente da Aprobio, Jerônimo Goergen. “Ele vai ser validado pelo consumidor e pelo Estado, assim ele terá mais reconhecimento. (...) Vai ser, digamos assim, um tipo de parceria público-privada”, completa.
A iniciativa é uma das primeiras que está sendo desenvolvida sob a bandeira da AliançaBiodiesel, junção que as duas entidades anunciaram no começo de março para alinhar seus esforços.
Segundo Jerônimo, o MME já teria dado seu OK para o projeto. A publicação de uma portaria criando o comitê que irá formatar o novo selo dependeria apenas por alguns “ajustes” no texto final e é esperada para junho. A ideia seria aproveitar os resultados gerados pelo Programa de Monitoramento da Qualidade do Biodiesel (PMQBio) para identificar pontos de melhoria para os fabricantes.


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