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Soja: indústrias do RS chegaram ao ponto exaustão por alta nos preços

Processadores chegaram ao máximo conseguem pagar pelo grão, mas agricultores relutam em vender na expectativa por preços mais elevados

Agrolink 2 min de leitura

De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, as indústrias da soja no Rio Grande do Sul parecem ter chegado à exaustão, isto é, no pico que podem oferecer pela soja, versus os preços do farelo e do óleo neste momento. “Mesmo com aumentos frequente (e talvez por isso) os agricultores relutam em vender, porque estão capitalizados e podem esperar preços cada vez melhores. Os preços da pedra nas empresas gaúchas estão ao redor de R$ 136,00/saca”, comenta.

“Em Canoas as indústrias reduziram R$ 1,50/saca para R$ 144,50 para pagamento em 26/10; em Ijuí o preço aumentou R$ 3,50 reais/saca para R$ 146,00; em Cruz Alta também o preço subiu 2,50 reais/saca para R$ 145,50 e subiu um real/saca para R$ 150,00 em Passo Fundo, todos para entrega em novembro, porque as indústrias se queixam de que está difícil repassar estes preços elevadíssimos da soja para o farelo”, completa.

No Paraná, o mercado de lotes está com 2 reais de alta na média. “No mercado de lotes, para entrega em setembro o preço subiu mais 2 reais/saca para R$ 147,00/saca, em Ponta Grossa, pagamento meados de outubro. No interior dos Campos Gerais o preço também subiu 2 reais/saca para R$ 145,00, retirada outubro, pagamento em novembro. Em Paranaguá a cotação do mercado disponível subiu 2 reais/saca para R$ 147,00, entrega setembro, pagamento final de outubro”, informa.

“Para safra nova no porto entrega abril com pagamento 30/04/21 R$ 121,50 (121,00 anterior); entrega maio com pagamento 30/05/21 R$ 120,60 (121,60); entrega Junho com pagamento 30/06/21 R$ 122,50 (122,20); entrega Julho com pagamento 30/07/21 R$ 123,70 (123,40). Para a safra 2021, o preço subiu mais 1 real/saca para R$ 126,00/saca, em Ponta Grossa, entrega e pagamento abril/abril”, conclui.

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