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Exportações de óleo de soja perdem tração no começo de 2024, sebo cresce

Embarques do derivado do principal produto do agro nacional recuaram mais de 73% na comparação anual.

BiodieselBR.com 5 min de leitura

Se, nos últimos dois anos, o mercado externo permitiu estocar óleo de soja que o setor de biodiesel não estava mais dando conta de absorver, com a normalização da mistura já não há um ímpeto tão grande para que o produto continue sendo exportado. A perda do apetite por parte das esmagadoras foi se tornando mais clara ao longo do segundo semestre do ano passado e, agora, ganha contornos mais notáveis. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações do derivado do principal produto de nosso agronegócio somaram 67 mil toneladas no primeiro mês de 2024, fazendo deste o pior mês para o produto nos últimos três anos.

Desde que o Brasil tornou obrigatória a mistura um percentual de biodiesel ao óleo diesel em 2018, as exportações nacionais de óleo foram minguando. De 2,34 milhões de toneladas em 2007 para menos de 1,11 milhão de toneladas em 2020 à medida em que a demanda interna ia crescendo. Esse processo só foi interrompido depois que o governo Bolsonaro passou a reduzir a mistura obrigatória a partir de abril de 2021.

Para compensar das perdas no mercado interno, as esmagadoras se voltaram para fora do país. Com o retorno ao B12 em abril passado, a produção do setor retomou a musculatura e, dessa forma, passou a absorver volumes maiores matérias-primas descolando as exportações.

A estimativa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) para este ano é que 1,45 milhão de toneladas de óleo de soja saiam do país ao longo deste ano – contração de quase 38% em relação ao ano anterior.

Se, nos últimos dois anos, o mercado externo permitiu estocar óleo de soja que o setor de biodiesel não estava mais dando conta de absorver, com a normalização da mistura já não há um ímpeto tão grande para que o produto continue sendo exportado. A perda do apetite por parte das esmagadoras foi se tornando mais clara ao longo do segundo semestre do ano passado e, agora, ganha contornos mais notáveis. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações do derivado do principal produto de nosso agronegócio somaram 67 mil toneladas no primeiro mês de 2024, fazendo deste o pior mês para o produto nos últimos três anos.

Desde que o Brasil tornou obrigatória a mistura um percentual de biodiesel ao óleo diesel em 2018, as exportações nacionais de óleo foram minguando. De 2,34 milhões de toneladas em 2007 para menos de 1,11 milhão de toneladas em 2020 à medida em que a demanda interna ia crescendo. Esse processo só foi interrompido depois que o governo Bolsonaro passou a reduzir a mistura obrigatória a partir de abril de 2021.

Para compensar das perdas no mercado interno, as esmagadoras se voltaram para fora do país. Com o retorno ao B12 em abril passado, a produção do setor retomou a musculatura e, dessa forma, passou a absorver volumes maiores matérias-primas descolando as exportações.

A estimativa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) para este ano é que 1,45 milhão de toneladas de óleo de soja saiam do país ao longo deste ano – contração de quase 38% em relação ao ano anterior.

Preços mais baixos

E não é só a demanda interna que está desviando o óleo dos portos. O mercado internacional também ficou menos tentador.

Os preços pagos pelo óleo brasileiro no mercado externo – que já vinham em ascensão desde o começo de 2021 – receberam um impulso extra depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, ocorrida no final de fevereiro de 2022. Isso fez com que o preço pago pelos compradores na tonelada do produto chegasse a US$ 1.764,78 em maio de 2022.

De lá para cá as cotações caíram até atingirem um platô a partir de meados do ano passado. Em janeiro, o mercado externo pagou, em média, US$ 1.023,36 por cada toneladas de óleo de soja brasileiro – queda de 5,4% em relação ao mês anterior – devolvendo praticamente toda a valorização que havia sido registrada entre novembro e dezembro.

Com preços menos remuneradores, os exportadores faturaram US$ 68,6 milhões com o mercado de óleo no mês passado. Convertido, esse montante vira cerca de R$ 337 milhões.

+1.400%

Essa mesma contração nas exportações não está acontecendo em outros mercados de óleos e gorduras. Os embarques de sebo bovino, por exemplo, vão de vento em popa.

Em janeiro, as exportações do coproduto da indústria de proteínas animais superaram 30,7 mil toneladas. Crescimento de inacreditáveis 1.400% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Praticamente todo esse material teve como destino os Estados Unidos que precisa do material para atender à demanda de sua crescente indústria de diesel verde por óleos e gorduras considerados residuais. A demanda norte-americana respondeu por quase de 94,4% do volume de sebo exportado pelo Brasil em janeiro.

No total, as exportações de sebo renderam US$ 33,1 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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