Soja

Commodities: Demanda por óleo para biodiesel eleva preço da soja em Chicago


Valor Econômico - 20 nov 2020 - 09:54

O avanço nos preços do óleo de soja sustentou as cotações do grão na bolsa de Chicago nesta quinta-feira (19). Os contratos futuros da soja para janeiro subiram leves 0,15% (1,75 centavo de dólar), para US$ 11,775 por bushel, enquanto os lotes para março registraram valorização de 0,06% (0,75 centavo de dólar) e fecharam a US$ 11,755 o bushel.

Conforme cálculos do Valor Data, os preços da oleaginosa estão no maior patamar desde junho de 2016.

Segundo o analista Arlan Suderman, da StoneX, os preços do óleo de soja subiram 0,6% nesta quinta-feira, para US$ 38,67 por libra — o maior valor desde julho de 2014.

“O crescente estímulo no mercado de energia verde está levando a uma maior inclusão do biodiesel feito de óleos vegetais”, disse o analista à Dow Jones Newswires.

O grão subiu mesmo com a queda nas exportações líquidas dos EUA. Conforme relatório divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o saldo líquido de vendas de soja pelos americanos (resultado de novos contratos e cancelamentos) somou 1,4 milhão de toneladas na semana encerrada em 12 de novembro, queda de 6% ante a semana anterior e volume 18% menor que a média das últimas quatro semanas.

Nos mercados do milho e do trigo, as cotações passaram por uma realização de lucros e registraram perdas nesta quinta-feira.

Enquanto os contratos futuros de milho para março de 2021 caíram 0,75% (3,25 centavos de dólar), a US$ 4,2725 o bushel, os lotes de trigo de mesmo vencimento recuaram 1,28% (7,75 centavos de dólar) e fecharam o pregão cotados a US$ 5,9875 o bushel.

Segundo o relatório de exportações do USDA, os americanos negociaram 1,09 milhão de toneladas de milho na semana encerrada em 12 de novembro, aumento de 11%. Na comparação com a média em quatro semanas, porém, houve queda de 43%.

No caso do trigo, as exportações semanais americanas foram ainda mais baixas e, na semana encerrada em 12 de novembro, 192,4 mil toneladas do cereal foram negociadas, volume 36% menor que o de uma semana antes.

Além disso, o volume ficou bem abaixo da expectativa de analistas ouvidos pelo "The Wall Street Journal", que estimavam vendas entre 250 mil e 550 mil toneladas.

Naiara Albuquerque e Fernanda Pressinott – Valor Econômico