Girassol

MT registra alta de 159% na produção de girassol


Cenário MT - 15 jul 2014 - 12:41 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
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A colheita do girassol em Mato Grosso se encerra neste mês de julho. O Estado, líder em produção do produto, deverá colher 219,6 mil toneladas na safra 2013/20144, volume 159,3% maior que as 84,7 mil toneladas da safra passada. Os principais motivos para tamanho incremento foram os preços baixos do milho e a ampliação do parque industrial voltado a cultura em Campo Novo dos Parecis. Somente a Parecis S.A. está investindo R$ 70 milhões em uma indústria para a extração do óleo.

De acordo com o 10º relatório de acompanhamento da Safra 2013/2014 da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o Brasil deverá colher 247 mil toneladas de girassol, dos quais 89% são provenientes de Mato Grosso. Ao se comparar com a safra nacional no ciclo 2012/2013 há um crescimento de 124,5%. Além de Mato Grosso, Goiás apresenta alta de 8,9% na produção e Minas Gerais de 29,8%. Ceará, Bahia e o Paraná não plantaram nesta safra. Já o Rio Grande do Sul reduziu em 25% e o Mato Grosso do Sul 18,8% sua produção.

A área subiu de 50,7 mil hectares para 126,2 mil hectares, aponta a Conab.
 
"Houve uma expansão a área destinada ao girassol, em especial em Campo Novo dos Parecis, em virtude da queda do milho e do aumento de indústrias voltadas para o girassol”, salienta o presidente do Sindicato Rural de Campo Novo dos Parecis, Alex Utida. Ele salienta, ainda, que ano a ano a produção já vinha aumentando, pois é uma cultura que se adéqua ao clima mato-grossense e tem a vantagem de ser uma cultura de segunda safra.
 
Hoje, Campo Novo dos Parecis existem duas indústrias voltadas para industrialização do girassol. Uma delas a Parecis S.A. está investindo cerca de R$ 70 milhões em uma nova unidade para a extração química (óleo) do girassol. Conforme o produtor e um dos sócios da Parecis S.A., Vitório Herklotz, de fato foram os investimentos em plantas industriais e o preço do milho na safra passada que impulsionaram tal recorde. 
 
Herklotz frisa que no caso do girassol é de suma necessidade a existência de indústrias próximas às lavouras. “O girassol é uma cultura muito leve e não enche um bitrem como a soja. O frete cobrado é como se o caminhão estivesse cheio”, explica o produtor.
 
Hoje, uma saca de 60 quilos de girassol está cotada entre R$ 50 e R$ 55, o mesmo que a soja cotada em média a R$ 54 no Estado.

Segundo Herklotz, ainda não há previsão para a próxima safra de girassol. “Ela está ocupando o espaço que possui. Ela é uma cultura complementar e planejada”.
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