Dendê / Palma

Câmara Setorial apresenta preocupações com importações de óleo de palma


BiodieselBR.com - 23 mar 2012 - 09:56 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
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Na semana passada foi realizada a 6ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Palma de Óleo. O encontro aconteceu na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Brasília (DF). Esta foi a primeira reunião do grupo em 2012 e contou com a participação de 25 pessoas – a totalidade da câmara.

Entre outros temas, durante essa reunião foi decidida a sucessão de Manoel Bertone na presidência da câmara. Ex-secretário de produção e agroenergia do MAPA, Bertone partiu para a iniciativa privada e, há poucos dias, se tornou presidente-executivo do Biomass Energy Research Institute (Benri) – empresa de rating especializada no setor de bioenergia. Em seu lugar a presidência foi assumida por Eduardo Ieda, diretor-presidente da Biopalma.

O encontro foi realizado na parte da manhã e debateu assuntos bastante variados. As apresentações programadas incluíram: “Comercialização do Óleo de Palma no Mercado Interno” feita por Roberto Yokoyama da Denpasa; “Redução Temporária do Imposto de Importação de Óleo de Palmiste” realizada por Wagner de Macedo Parente Filho da Abiquim; “Informações sobre a ZEE Zona Leste Calha Norte” com informações de Roberto Ricardo Vizentin do Ministério do Meio Ambiente; e “Levantamento da Safra de Óleo de Dendê”, apresentada por Carlos Bestetti da CONAB.

Produção e consumo
Roberto Yokoyama, da Denpasa, fez um apanhado geral dos números do mercado interno de óleo de palma. Segundo os dados levantados por ele, esse ano os brasileiros consumirão cerca de 720 mil toneladas de óleo de palma e de palmiste. Não é um volume particularmente grande – para fins de comparação, no ano passado o país consumiu 5,45 milhões de toneladas de óleo de soja.

O que preocupa é a produção nacional de óleo de palma, estimada em pouco mais de 260 mil toneladas – cerca de um terço da demanda. Os maiores fornecedores para o mercado brasileiro são Equador e Colômbia que gozam de isenções de impostos que tornam seu produto mais competitivo.

Roberto também destacou que os importadores têm usado o óleo de palma para abater parte dos créditos de ICMS gerados em operações de exportações, afetando negativamente a competitividade do óleo de palma nacional.

Roberto é diretor da Denpasa, parceira da Embrapa na produção e comercialização de sementes e mudas da BRS Manicoré. A variedade híbrida de palma de óleo foi desenvolvida no Brasil e apresenta maior resistência ao Amarelecimento Fatal, distúrbio que vinha atrapalhando o cultivo do dendê na região amazônica.

Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
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