Canola

Governo mantém incentivo à canola


Assessoria Emater/RS - 20 set 2012 - 17:24 - Última atualização em: 25 set 2012 - 09:23
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“Nosso apoio não vai cessar, os produtores podem ficar tranquilos quanto a isso”, assegurou o coordenador geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), João Abreu Neto. O anúncio, feito na terça-feira (18/9), em Colorado, na abertura nacional da safra, agradou os produtores. “A canola veio para somar e remunerar”, disse o produtor Ricardo Tomazoni, cuja lavoura de quatro hectares foi sede do evento.

Assim como Tomazoni, a maioria dos produtores de canola de Colorado fechou contrato com a empresa de biodiesel BSBios, com sede em Passo Fundo. A empresa está pagando R$ 53,00 pelas 14 sacas produzidas em um hectare – no ano passado os produtores recebiam R$ 46,00. As sacas restantes são comercializadas ao preço do dia da soja, mais um real. A produtividade esperada nas lavouras gaúchas nesta safra é de 25 a 30 sacas por hectare. “O custo de produção é baixo, em torno de 12 sacas por hectare”, disse Tomazoni, antecipando que irá ampliar para 20 hectares a área cultivada com a cultura. 

Segundo o coordenador geral de Agroenergia do Mapa, desde 2004, quando foi criado o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, o governo tem estimulado no país o registro e a pesquisa de novos defensivos e de oleaginosas – a canola no Sul, o girassol no Centro Oeste, a palma no Norte e a mamona no Nordeste. O óleo extraído dessas plantas é matéria-prima para o biodiesel. Atualmente, lamentou Neto, há apenas um registro de defensivo agrícola para canola no Mapa. 

O representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), André Grosse Machado, destacou outro propósito, além do energético, do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel. ”Vemos um potencial muito grande para geração de renda aos agricultores familiares”, disse Machado. “A canola dá dinheiro e serve para rotação de cultura”, disse o gerente técnico da Emater/RS-Ascar, Dulphe Pinheiro Machado. No começo do ano, lembrou Machado, a Emater/RS-Ascar e a BSBios renovaram um termo de cooperação técnica com a finalidade de fomentar a cultura no Rio Grande do Sul. “A canola vem ao encontro do nosso trabalho”, completou o gerente da Emater/RS-Ascar da região administrativa de Ijuí, Geraldo Kasper. A Região de Ijuí é a segunda maior produtora da oleaginosa no Estado, atrás da Região de Passo Fundo.

“A canola não vem para competir com o trigo, pois dois terços das terras do Sul do país ficam ociosos no inverno”, disse o chefe geral da Embrapa Trigo, Sérgio Dotto. A Embrapa, segundo Dotto, estará envolvendo onze de seus pesquisadores em um programa de pesquisa sobre canola, com apoio do Mapa, MDA, BSBios e Associação Brasileira dos Produtores de Canola (AbrasCanola). “O Rio Grande do Sul não pode desperdiçar o inverno, porque nesse período temos água, máquinas e terras ociosas, condições perfeitas à canola”, disse o presidente da AbrasCanola e diretor presidente da BSBios, Erasmo Carlos Battistella.

O Rio Grande do Sul, segundo a Emater/RS-Ascar, é o maior produtor nacional de canola, seguido pelo Paraná. A área cultivada pelos gaúchos no Estado é de aproximadamente 33 mil hectares.
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