Levantamento da FAO mostra que as cotações médias dos óleos vegetais mais negociados mantiveram tendência de alta pelo terceiro mês
Os preços dos óleos vegetais seguem encontrando sustentação. Segundo os números mais recentes publicados pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as cotações médias dos 10 óleos mais negociados do mundo fecharam o mês de setembro valendo 1,3% mais do que em agosto.
O Índice FAO do Preço dos Alimentos aponta que a cesta dos óleos vegetais fechou o mês passado em 135,7 pontos contra 133,9 de agosto. Essa foi a terceira alta consecutiva dos preços que já acumulam valorização pouco maior que 8,1% desde junho, quando o mercado virou de baixa para alta.
A nova valorização puxou o mercado de óleos vegetais para seu maior patamar em mais de um ano. A última vez em que os preços estiveram tão elevados foi em agosto de 2018 quando o Índice FAO estava em 138,2 pontos.
A alta foi puxada pela valorização das cotações dos óleos de palma e de colza/canola. No primeiro caso o vetor mais importante foi o aumento do consumo na China e na Índia; já no segundo a piora nas perspectivas da produção europeia pesaram mais. Os aumentos foram suficientes para compensar as quedas no mercado de óleo de soja e de girassol.
O choque causado pelo ataque às instalações petrolíferas na Arábia Saudita sobre o barril de petróleo também influenciou resultado ao tornar a produção de biodiesel mais atrativa em relação ao diesel fóssil.
Maior
Os óleos vegetais tiveram a maior valorização entre todas as classes de commodities alimentares que fazem parte do Índice FAO. Apenas as carnes também fecharam setembro em alta – aproximadamente 0,7%.
No geral, o mercado de alimentos fechou o mês passado parado. O indicador ficou em 169,9 pontos, exatamente o mesmo patamar de agosto.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com