Volume fabricado entre maio e junho deste ano aumentou 3,6% em relação ao mesmo período de 2022
A indústria de biodiesel da Indonésia parece estar se encaminhando para mais um recorde de produção. De acordo com a Associação dos Produtores de Biocombustível da Indonésia (Aprobi), durante o 2º trimestre (2T) as usinas do país asiático fabricaram 2,89 milhões de m³ de biodiesel. Esse volume representa um crescimento de aproximadamente 3,6% em relação ao mesmo período de 2022.
Até cinco anos atrás, a Indonésia estava atrás do Brasil. Desde 2017, contudo, o país passou a acelerar a produção como parte de uma estratégia nacional para dar suporte à sua indústria óleo de palma.
A indústria de biodiesel da Indonésia parece estar se encaminhando para mais um recorde de produção. De acordo com a Associação dos Produtores de Biocombustível da Indonésia (Aprobi), durante o 2º trimestre (2T) as usinas do país asiático fabricaram 2,89 milhões de m³ de biodiesel. Esse volume representa um crescimento de aproximadamente 3,6% em relação ao mesmo período de 2022.
Somados aos cerca de 2,92 milhões de m³ que haviam sido apurados no 1T, o ano já rendeu 5,81 milhões de m³ de biodiesel aos fabricantes indonésios. Com isso 2023 abre 5,1% de vantagem sobre a primeira metade do ano passado, quando a indústria do país asiático fabricou inéditos 11,8 milhões de m³, tomando dos Estados Unidos o topo do ranking global de produção.
Até cinco anos atrás, a Indonésia estava atrás do Brasil. Desde 2017, contudo, o país passou a acelerar a produção como parte de uma estratégia nacional para dar suporte à sua indústria óleo de palma.
O país é o maior produtor global da commodity. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na última temporada agrícola a Indonésia fabricou um total de 52,1 milhões de toneladas de óleos – cerca de um quarto da produção mundial. O biodiesel foi a solução encontrada por Jacarta para dar sustentação aos preços.
B35 teve efeito limitado
Apesar do avanço na produção de biocombustível, seria de se esperar números mais robustos. Desde fevereiro, o governo exige a adição de 35% de biodiesel ao diesel de origem mineral.
A adoção do novo mandato não tem acontecido de forma imediata pela petroleiras. Segundo a agência de notícias Argus, o processo de transição para a nova mistura se encerra em agosto, quando todos os terminais de combustíveis do país estarão adaptados para trabalhar com o novo patamar de mistura.
Houve, no entanto, um redirecionado das exportações para o mercado interno. No 1T, o país chegou a exportar 107 mil m³ de biodiesel. Agora, o volume se reduziu para menos de 6 mil m³ – menos de 5,4% dos embarques registrados entre janeiro e março. Ao mesmo tempo, a demanda do mercado doméstico cresceu 4,7%.
Enquanto trabalha para consolidar o B35, a Indonésia já prepara o próximo passo. Em meados do ano passado, o país iniciou testes rodoviários para validar o uso do B40.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com