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EUA

Petróleo sobe após queda inesperada de estoques nos EUA


Valor Econômico - 18 ago 2022 - 11:04

Os contratos futuros do petróleo fecharam a sessão desta quarta-feira em alta, virando para terreno positivo depois da divulgação dos dados semanais de estoques da commodity nos EUA, que indicaram uma forte e inesperada redução dos inventários de petróleo bruto e gasolina nos EUA, refletindo a forte demanda por combustíveis no país.

O contrato do petróleo Brent para outubro - a referência global da commodity - fechou a sessão em alta de 1,41%, a US$ 93,65 por barril, enquanto o do WTI americano para setembro avançou 1,82%, a US$ 88,11 por barril.

Os estoques americanos de petróleo caíram surpreendentes 7,05 milhões de barris na semana passada, contrariando a expectativa dos analistas consultados pelo "The Wall Street Journal", de alta de 100 mil barris no período. Já os estoques de gasolina recuaram 4,64 milhões de barris, com a queda superando com folga a expectativa, que era de recuo de 900 mil unidades.

Mais cedo, os contratos do petróleo operavam no vermelho, ainda sob pressão dos temores de queda da demanda global pela commodity, após a divulgação de uma série de dados econômicos negativos entre alguns dos seus principais importadores.

De manhã, o dado de vendas no varejo dos Estados Unidos registrou variação zero em julho em relação a junho, mas subiram 10,3% em relação a julho de 2021. O desempenho das vendas veio ligeiramente abaixo do projetado por economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, de alta de 0,1%. Já o dado do PIB da zona do euro indicou alta de 0,6% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Este número revisou para baixo a estimativa preliminar, de alta de 0,7%, e a expectativa de consenso era de que a revisão confirmasse a leitura anterior.

Boa parte da pressão negativa sobre os preços do petróleo veio do dado de produção industrial chinesa, que foi divulgada na noite de domingo para segunda, e indicou uma desaceleração inesperada em julho. O dado alimenta temores sobre a demanda pela commodity no país que é o maior importador líquido global da commodity.

André Mizutani – Valor Econômico