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Petróleo sobe após queda inesperada de estoques nos EUA

Forte demanda por combustíveis no país se sobrepôs aos dados de produção industrial da China, que indicaram desaceleração em julho

Valor Econômico 2 min de leitura

Os contratos futuros do petróleo fecharam a sessão desta quarta-feira em alta, virando para terreno positivo depois da divulgação dos dados semanais de estoques da commodity nos EUA, que indicaram uma forte e inesperada redução dos inventários de petróleo bruto e gasolina nos EUA, refletindo a forte demanda por combustíveis no país.

O contrato do petróleo Brent para outubro - a referência global da commodity - fechou a sessão em alta de 1,41%, a US$ 93,65 por barril, enquanto o do WTI americano para setembro avançou 1,82%, a US$ 88,11 por barril.

Os estoques americanos de petróleo caíram surpreendentes 7,05 milhões de barris na semana passada, contrariando a expectativa dos analistas consultados pelo "The Wall Street Journal", de alta de 100 mil barris no período. Já os estoques de gasolina recuaram 4,64 milhões de barris, com a queda superando com folga a expectativa, que era de recuo de 900 mil unidades.

Mais cedo, os contratos do petróleo operavam no vermelho, ainda sob pressão dos temores de queda da demanda global pela commodity, após a divulgação de uma série de dados econômicos negativos entre alguns dos seus principais importadores.

De manhã, o dado de vendas no varejo dos Estados Unidos registrou variação zero em julho em relação a junho, mas subiram 10,3% em relação a julho de 2021. O desempenho das vendas veio ligeiramente abaixo do projetado por economistas consultados pelo “The Wall Street Journal”, de alta de 0,1%. Já o dado do PIB da zona do euro indicou alta de 0,6% no segundo trimestre, na comparação com o trimestre anterior. Este número revisou para baixo a estimativa preliminar, de alta de 0,7%, e a expectativa de consenso era de que a revisão confirmasse a leitura anterior.

Boa parte da pressão negativa sobre os preços do petróleo veio do dado de produção industrial chinesa, que foi divulgada na noite de domingo para segunda, e indicou uma desaceleração inesperada em julho. O dado alimenta temores sobre a demanda pela commodity no país que é o maior importador líquido global da commodity.

André Mizutani – Valor Econômico

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