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Produção de biodiesel da Argentina cresce mais de 50% sobre o 1T

Retorno ao mercado de exportação reaqueceu a atividade nas usinas do país vizinho

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A indústria de biodiesel da Argentina parece estar iniciando mais uma de suas retomadas. Saída de seu pior ano desde 2008, o país vizinho abriu 2024 com dois dígitos de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior e, agora, emenda com um salto de animadores 53,5% sobre o primeiro trimestre (1T).

Segundo dados da Secretaria de Energia do país vizinho, entre os meses de abril e junho, suas usinas fabricaram 389,1 mil m³ de biodiesel. Foram – de longe – os melhores 3 meses que a indústria teve desde o 4T de 2022.

Cumpre ressaltar que o tombo que a produção levou no último ano pode ser explicado, em grande medida, por uma quebra severa na produção de soja na safra 2022/23. Nas contas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país colheu apenas 25 milhões de toneladas do grão, frente a uma média de 51 milhões de toneladas nos 10 ciclos anteriores.

Para este ano, a produção do país está estimada pelo USDA em 49 milhões de toneladas, o que garante mais folga para a produção de biodiesel.

Biodiesel ainda magro

Embora alentador, esse resultado mais recente do biodiesel é magro se comparado aos padrões aos quais o setor estava acostumado em seus melhores tempos. Em 2017, as usinas argentinas chegaram a fabricar 3,15 milhões de m³ de biodiesel. Desde então, contudo, a atividade do setor vem patinando.

A indústria de biodiesel da Argentina parece estar iniciando mais uma de suas retomadas. Saída de seu pior ano desde 2008, o país vizinho abriu 2024 com dois dígitos de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior e, agora, emenda com um salto de animadores 53,5% sobre o primeiro trimestre (1T).

Segundo dados da Secretaria de Energia do país vizinho, entre os meses de abril e junho, suas usinas fabricaram 389,1 mil m³ de biodiesel. Foram – de longe – os melhores 3 meses que a indústria teve desde o 4T de 2022.

Cumpre ressaltar que o tombo que a produção levou no último ano pode ser explicado, em grande medida, por uma quebra severa na produção de soja na safra 2022/23. Nas contas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país colheu apenas 25 milhões de toneladas do grão, frente a uma média de 51 milhões de toneladas nos 10 ciclos anteriores.

Para este ano, a produção do país está estimada pelo USDA em 49 milhões de toneladas, o que garante mais folga para a produção de biodiesel.

Biodiesel ainda magro

Embora alentador, esse resultado mais recente do biodiesel é magro se comparado aos padrões aos quais o setor estava acostumado em seus melhores tempos. Em 2017, as usinas argentinas chegaram a fabricar 3,15 milhões de m³ de biodiesel. Desde então, contudo, a atividade do setor vem patinando.

Se isolarmos apenas os números da produção no 2T desde que Buenos Aires passou a publicar os dados de produção em 2008, o volume reportado agora é apenas o 13º maior da história. Ele representa menos da metade dos 909 mil m³ que chegaram a ser fabricados no 2T de 2017.

Volta das exportações

Apesar disso, há algum motivo para animação. Além da normalização da oferta de soja no mercado doméstico, as usinas argentinas voltaram a exportar volumes mais significativos de biodiesel no 2T, depois de terem passado o 1T a seco. No total, 181,7 mil m³ do produto saíram do país ao longo dos três últimos meses.

Também nesse caso, temos o melhor resultado trimestral desde o final de 2022, quando as exportações beiraram 368,7 mil m³.

A Europa foi o principal destino para o biodiesel argentino. Mais de 159,7 mil m³ foram embarcados para a Bélgica e a Holanda. Outros 22 mil m³ foram para o Canadá. Esses negócios renderam US$ 161,9 milhões aos fabricantes do país vizinho. Em média, cada m³ de biodiesel argentino rendeu US$ 891,30 aos exportadores.

E, além da volta da demanda externa, o mercado interno também movimentou mais biodiesel, com um consumo de 215,8 mil m³ – crescimento de 7,9% no comparativo anual.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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