Volume de biodiesel fabricado pelas usinas do país vizinho no ano passado foi o menor desde 2009
A indústria de biodiesel da Argentina está derretendo. As usinas do país vizinho –que vinham de uma sequência de resultados negativos – viram sua situação se agravar ainda mais no ano passado. Números divulgados pela Secretaria de Energia do país vizinho mostram que o setor regrediu 11 anos no tempo e teve produção de aproximadamente 1,27 milhão de metros cúbicos – volume inferior ao que havia sido registrado em 2009.
O país chegou a ameaçar a vice-liderança brasileira no mercado global de biodiesel, mas perdeu força depois de 2017. Naquele ano, a indústria argentina atingiu seu pico de produção com 3,15 milhões de m³. De lá para cá, o volume fabricado caiu para menos da metade acumulando contração de 59,7%.
A indústria de biodiesel da Argentina está derretendo. As usinas do país vizinho –que vinham de uma sequência de resultados negativos – viram sua situação se agravar ainda mais no ano passado. Números divulgados pela Secretaria de Energia do país vizinho mostram que o setor regrediu 11 anos no tempo e teve produção de aproximadamente 1,27 milhão de metros cúbicos – volume inferior ao que havia sido registrado em 2009.
O país chegou a ameaçar a vice-liderança brasileira no mercado global de biodiesel, mas perdeu força depois de 2017. Naquele ano, a indústria argentina atingiu seu pico de produção com 3,15 milhões de m³. De lá para cá, o volume fabricado caiu para menos da metade acumulando contração de 59,7%.
A maior parte dessa queda se deu no ano passado quando a produção recuou impressionantes 46% de uma vez só. Em 2018 tinham sido 15,4% e, em 2019, 11,6%.
4T
O último trimestre do ano foi particularmente dramático. Entre outubro e dezembro, a produção argentina foi de decepcionantes 54,4 mil m³.
Esse é o menor desempenho trimestral para o setor. Antes, o menor resultado havia sido no primeiro trimestre de 2008 – o primeiro do histórico – quando a produção ficou em 140,5 mil m³.
Mercado interno menor
A indústria argentina já enfrentou outras fases ruins ao sabor de oscilações no mercado internacional de biodiesel. O país viveu crises importantes em 2013 e 2015. No entanto, o setor sempre acabou conseguindo se recuperar. As perdas acabavam compensadas seja pela a expansão da demanda interna, seja pela abertura de outros mercados para exportação.
A desaceleração atual, contudo, foi causada por uma redução no consumo de biodiesel no mercado interno. Depois de dois anos de relativa estabilidade, a demanda argentina caiu 56,1% ficando em 547 mil m³ de biodiesel.
Essa queda aconteceu principalmente durante o segundo semestre quando foram consumidos menos de 104,1 mil m³. O volume é menos de um quarto do registrado na primeira metade do ano passado, quando foram movimentados quase 443 mil m³ do biocombustível.
Para piorar, o mercado de exportação também acelerou a queda dos anos anteriores. A queda foi de 41,1% ficando em 654,8 milhares de m³. Durante todo o último trimestre de 2020, a Argentina não exportou nenhuma gota de biodiesel.
A Europa foi o destino de mais de 99% do biodiesel embarcado pela Argentina.
Com o volume em queda, os ganhos também recuaram. As usinas argentinas faturaram cerca de US$ 471,4 milhões. Em média, cada m³ de biodiesel foi remunerado em cerca de US$ 720,36.
Esse foi o menor faturamento da Argentina com o mercado de biodiesel no histórico da Secretaria de Energia, praticamente empatando com os US$ 487 milhões de 2015.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com