
Passados quatro meses desde que a União Europeia (UE) começou a tributar as entradas de biodiesel argentino, os fabricantes do país vizinho ainda não tiverem sucesso em encontrar um mercado alternativo para seu produto.
Segundo a Câmara de Biocombustíveis da Argentina (Carbio) as 30 usinas do país estão operando a uma capacidade muito baixa.
Passados quatro meses desde que a União Europeia (UE) começou a tributar as entradas de biodiesel argentino, os fabricantes do país vizinho ainda não tiverem sucesso em encontrar um mercado alternativo para seu produto.
"O dano resultante dessa medida injusta tem sido enorme", declarou o diretor executivo da Câmara de Biocombustíveis da Argentina (Carbio), Víctor Castro, ao jornal argentino Buenos Aires Herald. "Várias das 30 usinas de biocombustíveis do país estão operando a uma capacidade muito baixa”, afirmou. A Carbio estima que as exportações de biodiesel da Argentina possam encolher quase 40% em função das tarifas – de 24,6% – impostas pela UE.
Segundo Castro, a tributação imposta pela UE em cima do biodiesel produzido pela Argentina inviabiliza qualquer possibilidade do país voltar a exportar para o bloco europeu, que já chegou a absorver 90% das exportações do produto.
Sem saída
Com o fechamento das portas do mercado europeu, uma das saídas lógicas para o biodiesel argentino seria encontrar outros mercados. Contudo, isso não tem sido tão simples. "Tanto os EUA como o Brasil são grandes consumidores, mas também grandes produtores, autossuficientes", ponderou Castro. "Quanto à China e a Índia, elas ainda não estão incluindo biocombustível em sua matriz energética. Além disso, estão muito perto da Indonésia, que produz biodiesel à base de óleo de palma, que, embora não apresente a mesma qualidade que o feito com o óleo de soja da Argentina, é muito mais barato."
De acordo com o diretor da Carbio, o Peru tem sido um dos poucos a comprar algum volume de biodiesel da Argentina. “Houve outras ofertas menores, mas com margens neutras ou até mesmo negativas”, informou Castro.
Direcionar o volume antes exportado para o mercado interno é uma hipótese descartada. Primeiro, porque, apesar dos recentes aumentos na mistura obrigatória determinados pela Casa Rosada, a demanda interna simplesmente não seria capaz de absorver tanto biodiesel.
Além disso, o fato de o país estar mergulhado numa crise econômica não ajuda a promover o aumento de consumo pelo mercado interno. "É evidente que o mercado interno não pode compensar as exportações perdidas", considerou Castro.
Tudo somado, isso levou a uma retração de aproximadamente 18,5% na produção de biodiesel das usinas argentinas.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Buenos Aires Herald
Segundo a Câmara de Biocombustíveis da Argentina (Carbio) as 30 usinas do país estão operando a uma capacidade muito baixa.
Passados quatro meses desde que a União Europeia (UE) começou a tributar as entradas de biodiesel argentino, os fabricantes do país vizinho ainda não tiverem sucesso em encontrar um mercado alternativo para seu produto.
"O dano resultante dessa medida injusta tem sido enorme", declarou o diretor executivo da Câmara de Biocombustíveis da Argentina (Carbio), Víctor Castro, ao jornal argentino Buenos Aires Herald. "Várias das 30 usinas de biocombustíveis do país estão operando a uma capacidade muito baixa”, afirmou. A Carbio estima que as exportações de biodiesel da Argentina possam encolher quase 40% em função das tarifas – de 24,6% – impostas pela UE.
Segundo Castro, a tributação imposta pela UE em cima do biodiesel produzido pela Argentina inviabiliza qualquer possibilidade do país voltar a exportar para o bloco europeu, que já chegou a absorver 90% das exportações do produto.
Sem saída
Com o fechamento das portas do mercado europeu, uma das saídas lógicas para o biodiesel argentino seria encontrar outros mercados. Contudo, isso não tem sido tão simples. "Tanto os EUA como o Brasil são grandes consumidores, mas também grandes produtores, autossuficientes", ponderou Castro. "Quanto à China e a Índia, elas ainda não estão incluindo biocombustível em sua matriz energética. Além disso, estão muito perto da Indonésia, que produz biodiesel à base de óleo de palma, que, embora não apresente a mesma qualidade que o feito com o óleo de soja da Argentina, é muito mais barato."
De acordo com o diretor da Carbio, o Peru tem sido um dos poucos a comprar algum volume de biodiesel da Argentina. “Houve outras ofertas menores, mas com margens neutras ou até mesmo negativas”, informou Castro.
Direcionar o volume antes exportado para o mercado interno é uma hipótese descartada. Primeiro, porque, apesar dos recentes aumentos na mistura obrigatória determinados pela Casa Rosada, a demanda interna simplesmente não seria capaz de absorver tanto biodiesel.
Além disso, o fato de o país estar mergulhado numa crise econômica não ajuda a promover o aumento de consumo pelo mercado interno. "É evidente que o mercado interno não pode compensar as exportações perdidas", considerou Castro.
Tudo somado, isso levou a uma retração de aproximadamente 18,5% na produção de biodiesel das usinas argentinas.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Buenos Aires Herald