Após recuperação bastante tímida em 2024, produção das usinas argentinas voltam a perder sustentação
A indústria de biodiesel da Argentina tem vivido ciclos de declínio e recuperação, com anos muito ruins seguidos por alguns – um pouco – melhores. Dessa vez, no entanto, a crise do setor parece estar ficando mais aguda, com a retomada raquítica vista em 2024 se desfazendo apenas um ano depois.
É o que mostram os números mais recentes divulgados pela Secretaria de Energia do Ministério da Economia de nossos vizinhos. Pelas contas oficiais, as usinas argentinas fabricaram um pouco menos de 1,07 milhão de m³ de biocombustível, o que representa uma retração de quase 16,4% sobre os 1,27 milhão de m³ registrados um ano antes.
Este foi o terceiro pior resultado anual para a indústria argentina. Os números de 2025 foram melhores apenas que os do distante ano de 2008 e os do desastroso ano de 2023, quando uma seca severa derrubou a produção de soja do país – a principal fonte de óleo das usinas – para cerca de 25 milhões de toneladas. O que é cerca de metade do que o país costuma colher.
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