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Argentina fabricou 391,3 mil m³ de biodiesel no primeiro trimestre

Embora o volume fabricado ainda esteja abaixo do resultado de anos anteriores, a demanda dá sinais de retomada

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Depois de ter amargado um 2020 desalentador no qual teve seu pior desempenho em mais de uma década, a indústria de biodiesel da Argentina entrou em 2021 mostrando um pouco mais de fôlego. Ao menos é isso que indicam os dados da Secretaria de Governo de Energia para o primeiro trimestre deste ano.

O sinal mais promissor foi a volta da demanda pelo biodiesel argentino. Nos últimos três meses do ano, as usinas do país vizinho não venderam praticamente nada. Foram comercializados apenas 4,1 mil de m³ – de longe o pior resultado trimestral em toda a história da indústria. Com a virada do ano a fase de vacas magras parece ter se encerrado.

De janeiro a março, a movimentação de biodiesel foi de aproximadamente 548,8 mil m³. Destes 255,7 mil m³ foram absorvidos pelo mercado interno e 293,2 mil m³ tiveram o mercado internacional como destino. No geral, este foi o melhor resultado para o setor em mais de um ano. A última vez que as usinas argentinas superaram o patamar de meio milhão de litros havia sido no quarto trimestre de 2014.

Depois de ter amargado um 2020 desalentador no qual teve seu pior desempenho em mais de uma década, a indústria de biodiesel da Argentina entrou em 2021 mostrando um pouco mais de fôlego. Ao menos é isso que indicam os dados da Secretaria de Governo de Energia para o primeiro trimestre deste ano.

O sinal mais promissor foi a volta da demanda pelo biodiesel argentino. Nos últimos três meses do ano, as usinas do país vizinho não venderam praticamente nada. Foram comercializados apenas 4,1 mil de m³ – de longe o pior resultado trimestral em toda a história da indústria. Com a virada do ano a fase de vacas magras parece ter se encerrado.

De janeiro a março, a movimentação de biodiesel foi de aproximadamente 548,8 mil m³. Destes 255,7 mil m³ foram absorvidos pelo mercado interno e 293,2 mil m³ tiveram o mercado internacional como destino. No geral, este foi o melhor resultado para o setor em mais de um ano. A última vez que as usinas argentinas superaram o patamar de meio milhão de litros havia sido no quarto trimestre de 2014.

Se nos concentramos apenas nos primeiros trimestres, contudo, este ano começa ainda mais promissor. As vendas totais em 2021 foram as maiores desde 2018 e ocupam o terceiro lugar em todo o histórico do período. Foi o terceiro ano com crescimento na demanda durante o 1T.

Este resultado foi puxado principalmente por uma recuperação nas exportações. O mercado externo é – historicamente – o maior driver de demanda para a indústria de biodiesel da Argentina. Quase 62% de tudo o que foi fabricado pelo país de 2008 até agora tiveram outros países como destinação final. Essa dependência em relação ao mercado externo tem sido uma fonte permanente de instabilidade para o setor, que acabou sofrendo duros golpes ao ter seu produto barrado na União Europeia (UE) e nos Estados Unidos como resultado de acusações de prática de dumping.

Em outubro de 2016, a Argentina obteve uma vitória contra a UE na Organização Mundial do Comércio (OMC). Mas foi só em setembro de 2017 que o bloco europeu acatou a decisão e reduziu as alíquotas cobradas sobre o biocombustível originado no país sul-americano.

Em 2021, a UE é novamente o maior cliente da Argentina. Com exceção de uma pequena carga de 343 m³ que teve Taiwan como destino, todo o biodiesel exportado pelo país se dirigiu ao bloco europeu sendo que Holanda – com 240,2 mil m³ – foi o maior parceiro comercial.

As exportações renderam US$ 260 milhões às usinas da Argentina. Trata-se do maior ganho trimestral desde o 2T de 2019. Em média, cada metro cúbico de biodiesel exportado rendeu US$ 887. Isso equivale a R$ 4.662,52 pelo câmbio desta quinta-feira (27).

Produção ainda lenta

Apesar do aumento na demanda, o nível de atividade das usinas ainda não reagiu. A produção argentina ficou 391,3 mil m³ na abertura de 2021.

Esse resultado ainda abaixo do que seria o normal para o setor. A última vez que a produção num primeiro trimestre havia ficado abaixo de 400 mil m³ havia sido em 2015 quando a produção foi de 362 mil m³.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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