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Energia

Islândia lidera tecnologia de hidrogênio combustível


Portal CONPET - 08 fev 2006 - 22:00 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

A Islândia caminha a largos passos para ser o primeiro país do mundo a substituir os combustíveis fósseis pelo hidrogênio. O plano, traçado há cerca de três décadas, começou a se tornar realidade a partir de 1999, com o início dos trabalhos da Nova Energia Islandesa - INE, um consórcio de empresas que visa impulsionar a tecnologia do hidrogênio no país.

Os planos da INE são de longo prazo: estima-se que serão necessários 40 anos até que a tecnologia esteja completamente implementada no país. No entanto desde 2003 circulam no país ônibus movidos a hidrogênio e, até o final de 2006, a INE espera introduzir os primeiros carros alimentados com este combustível nas ruas.

Suas três fundadoras, Shell, DaimlerChrysler e e a companhia de energia e metais Norsk Hydro, se uniram ao governo irlandês, universidade e instituições de pesquisa para formar um consórcio único no mundo. O know-how de cada uma das corporações é fundamental para as pesquisas: a Shell contribui com sua experiência na distribuição de combustíveis, a DaimlerChrysler com seu conhecimento na fabricação de veículos e a Norsk Hydro a tecnologia de produção do hidrogênio.

O objetivo irlandês de se tornar o país pioneiro no uso do hidrogênio como combustível se divide em três etapas. Num primeiro momento, a idéia é converter os ônibus do país. Em seguida, os automóveis particulares.

A terceira e mais importante etapa é converter a frota pesqueira ao hidrogênio. A indústria pesqueira é uma das maiores fontes de renda do país: seus subprodutos constituem 62% das exportações. Devido ao alto consumo de petróleo da frota pesqueira, o consumo per capita de combustível islandês é muito mais alto que o de outros países europeus.

O projeto islandês tem se desenrolado se grandes problemas. “Até o momento o projeto está indo extremamente bem”, diz Jon Bjorn Skulason, líder da INE. único desafio significativo até hoje ocorreu quando um tubo no posto de abastecimento de hidrogênio dos ônibus, localizado na capital Reykjavik, se rompeu demandando um pequeno reprojeto.

Desafios

O maior desafio é o alto custo da tecnologia. Um ônibus movido a hidrogênio é entre oito e dez vezes mais caro do que um tradicional, movido a diesel. O hidrogênio também apresenta custo elevado de produção. A tendência dos custos é diminuir ao longo do tempo, com a produção em série dos veículos.

Outra dificuldade é a limitação do tempo de rodagem do veículo a hidrogênio: enquanto um tanque de combustível de ônibus a diesel tem combustível suficiente para rodar entre 18 e 20 horas diárias, o coletivo a hidrogênio tem capacidade de armazenação de combustível para no máximo 12 horas ao dia.

O problema está sendo resolvido com o desenvolvimento pela DaimlerChrysler de uma bateria que acumula as sobras de energia desperdiçadas durante seu funcionamento, que poderá ser ligada quando o combustível terminar.