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Agrenco registra prejuízos de R$ 100,4 milhões no primeiro trimestre


Valor OnLine - 02 set 2011 - 08:55 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:17

A Agrenco apurou prejuízos líquidos de R$ 100,4 milhões no primeiro trimestre de 2011, revertendo um lucro de R$ 24,4 registrado em igual intervalo do ano passado, segundo os resultados do período apresentados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A receita líquida da companhia caiu 91%, para R$ 423 mil no mesmo período de comparação.

Os resultados refletem o aumento de despesas gerais e administrativas, que praticamente dobraram em um ano, de R$ 69 milhões para R$ 120 milhões.

A empresa atrasou a divulgação dos resultados do primeiro trimestre em mais de três meses. O prazo de publicação de balanço desse período foi encerrado em 15 de maio.

A Agrenco, que tem sede em Bermudas, está em processo de recuperação judicial desde setembro de 2008. O processo foi desencadeado depois que a Polícia Federal prendeu alguns dos executivos e membros do Conselho de Administração, como parte de uma investigação iniciada no terceiro trimestre de 2007, que ficou conhecida como "Operação Influenza".

Por causa dos problemas enfrentados e em razão de atrasos da divulgação de balanços, a CVM chegou a cancelar a negociação das ações da empresa na bolsa. A movimentação foi regularizada em janeiro deste ano.

Desde 8 de agosto, a Agrendo é presidida pelo executivo Fernando Antonio Lauria Nascimento. Em 15 de agosto de 2011, a companhia comunicou ao mercado a escolha do novo diretor financeiro, Leonardo Coelho, que tinha previsão de assumir o cargo nesta quinta-feira (1º).

No relatório de administração, a empresa informa que "apesar dos contínuos esforços junto à operadora definida no plano de recuperação judicial, não foi possível durante este exercício levantar o capital de giro necessário à operação da companhia".

Os administradores sinalizam algum otimismo com a operação por causa da retomada da construção de dois projetos, viabilizados com a aprovação do plano de recuperação judicial, em 19 de março de 2009 e homologado pela Justiça dia 22 de junho de 2009: complexos industriais de Alto Araguaia e Caarapó.

O Alto Araguaia foi reinaugurado em 27 de junho de 2011 e o de Caarapó tem início previsto de operação em no segundo semestre de 2011.

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