Biodiesel

Pinhão-manso é nova aposta para bio-diesel em Campos


Folha da Manhã - 07 ago 2008 - 05:26 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:07

Campos poderá ser um pólo do cultivo do pinhão-manso, uma rentável alternativa para os produtores rurais e para o meio ambiente, pois extrai-se óleo de qualidade para o biodiesel, a chamada energia limpa. Esta semana, os secretários municipais de Agricultura e de Petróleo e Bioenergia, Eduardo Alves e Alexandre Pena, estiveram no Rio onde se reuniram com o coordenador do Programa Riobiodiesel da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, Nelson Furtado. O objetivo do encontro foi viabilizar a introdução desta cultura na região. Na próxima semana eles estarão em Rio das Flores, próximo a Resende, onde visitaram áreas de cultivo desta oleaginosa.

Segundo Eduardo Alves, existem diversas áreas ociosas em Campos onde pode ser plantado o pinhão-manso, inclusive intercalado com outras culturas, como milho e feijão. “Em um único hectare, por ano produz-se cerca de oito mil quilos de semente, da qual extrai-se 2.500 litros de óleo. Em pouco tempo há o retorno financeiro, pois a rentabilidade é de R$ 4.400 por hectare com a venda do óleo”, disse o secretário de Agricultura.

— Uma compradora em potencial do óleo produzido é a própria Petrobras, que tem investido muito ultimamente na questão do biocombustível, que é uma tendência no mundo todo por ser uma fonte renovável de energia — afirmou Pena.

A alternativa é ideal, também, para o meio ambiente, pois, além da produção de combustível não-poluente, o pinhão-manso absorve gás carbônico e contabiliza crédito de carbono para a região. O cultivo recupera também áreas de solo degradadas, beneficiando a agricultura de uma forma em geral.