Biodiesel

Galp repudia acusações da Iberol


Correio da Manhã - 01 ago 2008 - 05:51 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:06

A Galp, em comunicado, nega as acusações e sublinha que já tem investimentos, para cumprir o objectivo de incorporação de biodiesel, na ordem dos 225 milhões de euros no seu aparelho refinador. A petrolífera esclarece ainda que cumpre todas as suas obrigações e explica que "nos primeiros quatro meses do ano, não adquiriu quaisquer quantidades à Iberol, uma vez que esta empresa não forneceu o produto".

O Governo impôs 2010 como a data limite para o gasóleo e a gasolina conterem uma mistura de dez por cento de biocombustíveis, tendo anunciado incentivos para os produtores nacionais mas agora o Ministério da Agricultura admite ser necessáriorecorrer à importação para atingir essa meta. O presidente da Iberol não compreende esta necessidade de importar, garantindo que há capacidade suficiente de produção nacional.

Mas João Rodrigues considera que a meta de 2010 não será cumprida porque a Galp não quer. "Quem manda neste país é a Galp", disse à TSF. "Eles [Galp] compram-me o biodiesel ao preço que comprariam gasóleo, mas é uma chatice porque têm de ter depósitos e têm de fazer misturas", explica.

Entenda o caso
BIOCOMBUSTÍVEIS
É o resultado da mistura de uma ou mais plantas como a cana-de--açúcar, a soja, o cânhamo, ou lixo orgânico.

QUERCUS
A Quercus acha que o Governo deve repensar a meta dos 10% e defende uma moratória para a introdução dos biocombustíveis em Portugal.

SUBSÍDIOS
A Galp garante que não concorreu ao actual sistema de subsídios nem pediu qualquer subsídio para a execução da sua estratégia.
 
Pedro H. Gonçalves