Biodiesel

Biodiesel é tema de discussão no Congresso Brasileiro de mamona


Diário de Cuiabá - 14 ago 2008 - 05:37 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:07

Os pesquisadores da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Valter Martins de Almeida e Maria Luiza Perez Villar, participaram do terceiro Congresso Brasileiro de Mamona – energia e ricinoquímica, realizado em Salvador, no Estado da Bahia. No congresso foram debatidos temas como, o uso da mamona para produção de biodiesel, assistência técnica, financiamento, mecanização, desenvolvimento de máquinas para beneficiamento e extração de óleo, além da apresentação de 199 trabalhos científicos.

O Estado da Bahia é considerado grande produtor, com mais de 70% da produção nacional. Na safra 2007/2008, a produção foi de 149 mil toneladas e o Nordeste produz 90% da produção do Brasil. Segundo Almeida, o evento foi uma oportunidade para discutir os avanços recentes e os rumos do agronegócio desta oleaginosa. “Energia, produção de biodiesel e produção industrial da mamona foi o tema de várias discussões e trabalhos científicos”, relata.

O pesquisador lembra que o Estado de Mato Grosso trabalha com a cultura da mamona há mais de 10 anos, e destaca as cultivares Guarani, Mirante 10, IAC 80, híbridos – Cerrado, Savana, Íris, Sara e a mais recente, a BRS Energia, que está sendo testada nos campos experimentais da Empaer, nos municípios de Sinop e São José dos Quatro Marcos. “Os resultados da pesquisa possibilitaram avaliar genotipos que melhor se adaptam no Estado, avaliando também época de plantio, nutrição, incidência de pragas e doenças”, afirma Valter.

A cultura da mamona é mais uma alternativa para o agricultor familiar, pois é matéria-prima para produção de biodiesel, óleos vegetais, torta de mamona (adubo) e o farelo que está sendo pesquisado na utilização da alimentação animal. A torta de mamona é considerada um excelente adubo orgânico e está sendo comercializado por um preço inferior aos adubos químicos. O óleo é considerado nobre e apresenta mais de 550 subprodutos e 3% de biodiesel está sendo adicionado ao óleo diesel no Brasil com probabilidade de aumentar esse percentual para até 40%.