Petróleo cai ao menor preço em 7 semanas
Os preços do petróleo caíram cerca de 3% nesta terça-feira, atingindo o menor nível em sete semanas, depois que o Irã e Israel anunciaram que haviam suspendido os ataques mútuos, atendendo a um apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump afirmou que o Irã abateu um helicóptero dos EUA no Estreito de Ormuz e ameaçou que Washington iria responder. Os preços do petróleo se recuperaram das mínimas da sessão após suas declarações.
Os futuros do Brent caíram US$ 2,80, ou 3%, fechando a US$91,45 o barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA recuou US$3,10, ou 3,4%, fechando a US$ 88,20.
Foi o fechamento mais baixo para o Brent desde 17 de abril e para o WTI desde 29 de maio. Foi também a primeira vez desde janeiro que o Brent fechou abaixo de sua média móvel de 100 dias, que representa o suporte técnico.
“O mercado de petróleo está em queda… à medida que o mais recente confronto armado entre Israel e Irã foi [dissipado] em favor de um cessar-fogo e conforme Trump continua pressionando o mercado para baixo ao sugerir que o fim da guerra com o Irã poderia ser alcançado em dois a três dias, com as negociações em seus estágios finais”, disseram analistas da consultoria de energia Ritterbusch and Associates em nota.
Israel e o Irã suspenderam os ataques diretos um contra o outro na segunda-feira, depois que Trump os instou a parar. Teerã disse que retomaria as hostilidades se Israel continuasse a atacar a milícia Hezbollah no Líbano.
O Irã, até o momento, se absteve de atacar, embora Israel tenha bombardeado a histórica cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano, matando pelo menos oito pessoas.
Enquanto isso, o Irã continuou a bloquear a maior parte do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, que antes da guerra transportava um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito do mundo. Washington impôs seu próprio bloqueio aos portos iranianos.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse nesta terça-feira que o tráfego de navios no Golfo e as exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz estão aumentando, mesmo enquanto Washington e Teerã lutam para chegar a um acordo para encerrar a guerra que já dura mais de três meses.
Em outras partes do mundo, as importações de petróleo da China em maio caíram 29%, atingindo o nível mais baixo em oito anos, prolongando uma queda acentuada no maior importador de petróleo do mundo, o que está ajudando a conter os preços globais do petróleo.
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta em dia de recuperação na bolsa paulista, mas sem conseguir se sustentar acima do patamar de 170 mil pontos registrado no melhor momento do pregão.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,68%, a 169.813,15 pontos, chegando a 170.600,91 na máxima e marcando 168.406,17 na mínima do dia.
Na véspera, o Ibovespa havia renovado mínimas desde janeiro, distanciando-se ainda mais dos recordes registrados em abril, quando superou os 199 mil pontos no intradia pela primeira veze alimentou expectativas de alcançar a marca inédita de 200 mil pontos.
O volume financeiro nesta terça-feira totalizou R$ 25,45 bilhões, novamente abaixo da média diária do ano (R$34,7 bilhões). Em junho, a média está em R$ 28,2 bilhões.
O cenário geopolítico continuou sob os holofotes de investidores, sem evidências sobre um acordo próximo para encerrar o conflito que começou no final de fevereiro,quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, mas também sem um agravamento das tensões.
Após Irã e Israel anunciarem na segunda-feira a suspensão dos ataques mútuos em resposta a um apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, Israel atacou nesta terça-feira a histórica cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano.
Trump também acusou nesta terça-feira o Irã de derrubar um helicóptero Apache norte-americano que patrulhava o Estreito de Ormuz durante a madrugada e prometeu retaliar, adicionando volatilidade nos mercados.
De acordo com o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, a fragilidade da trégua no Oriente Médio mantém as preocupações com pressões inflacionárias decorrentes da alta do petróleo e seus reflexos em políticas monetárias, principalmente uma escalada nas taxas de juros.


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