Negócio

Petrobras e Mubadala assinam transferência final da Rlam nos próximos dias


Estadão - 29 nov 2021 - 09:29

Nos próximos dias será assinado o contrato final (“closing”) entre a Petrobras e o Mubadala Capital para a transferência definitiva do controle da primeira refinaria de grande porte para a iniciativa privada, a Mataripe (ex-Landulpho Alves-Rlam), na Bahia. É um marco para um setor que, ao longo dos próximos anos, vai mudar de cara.

O novo dono pretende fazer investimentos para a modernização e o aumento de eficiência da unidade, buscando atingir o potencial total de produção da unidade. Hoje, ela está limitada pela Petrobras entre 60% e 70%. Com isso, a produção de combustíveis vai quase dobrar na região: irá dos 190 mil barris diários para 323 mil b/d, o que deve aumentar a oferta.

A Petrobras se comprometeu a absorver todos os empregados que não quiserem passar para o setor privado e estiverem dispostos a sair da Bahia em outras operações da estatal. A expectativa é que principalmente os mais experientes aproveitem o Programa de Aposentadoria Incentivada (PAI) da petroleira e continuem na unidade, o que deve ser bem recebido pelo novo estafe da companhia, também formado por veteranos do setor de combustíveis.

Outras refinarias

De um total de oito refinarias oferecidas, foram vendidas, além da Rlam, a Reman, no Amazonas, com produção de 47 mil b/d e a SIX, no Paraná, que produz gás e óleo a partir do xisto e tem capacidade instalada de 5.880 toneladas/dia. Esses contratos finais de venda devem ser fechados no ano que vem.

A Lubnor, que fabrica lubrificantes e é responsável pela produção de 10% de todo o asfalto feito no Brasil, estaria em processo de venda adiantado, segundo a Petrobras. A companhia manteve no plano de desinvestimentos a venda da refinaria Abreu e Lima de Pernambuco (Rnest) e a do Paraná (Repar), que vão receber investimentos para se tornarem mais atraentes a eventuais interessados.

A Rnest, que não teve ofertas no processo de venda, aberto em 2019, vai ganhar mais um trem de refino, como previa o projeto original, no valor de U$ 1 bilhão. A Petrobras vem conversando com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para prosseguir com a venda, enquanto constrói o segundo trem.

Já a Repar, cujas propostas não atingiram o valor esperado pela estatal, voltará ao programa com uma unidade de biorrefino, segundo a Petrobras informou no seu Plano Estratégico 2022-2026.

Denise Luna – Estadão