Negócio

Petrobras aumenta diesel em 5% e gasolina em 4% a partir deste sábado


Valor Econômico - 09 out 2020 - 18:53

A Petrobras aumentará em 4% o preço da gasolina e em 5% o litro do diesel nas refinarias a partir de sábado (10), informou a estatal nesta sexta-feira (09).

Segundo a petroleira, o preço médio da gasolina da Petrobras para as distribuidoras será de R$ 1,82 por litro após o reajuste de amanhã – a parcela cobrada pela estatal corresponde a cerca de 30% do preço final ao consumidor nos postos. No caso do diesel, o preço da Petrobras para as distribuidoras será de R$ 1,76 por litro após o reajuste – cerca de 49% do preço final na revenda.

A empresa esclareceu que os reajustes da companhia estão mais associados ao mercado internacional e à taxa de câmbio e que, até chegar ao consumidor final, os preços dos combustíveis são acrescidos de tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos.

Este é o terceiro aumento da gasolina nas últimas três semanas. No caso do diesel, o último ajuste nos preços foi uma alta de 3% no dia 30 de setembro, depois de três cortes seguidos nos preços do combustível no mês passado.

Já contabilizando o reajuste anunciado hoje, a Petrobras promoveu 29 alterações na tabela de preços da gasolina e 23 na tabela de preços do diesel, neste ano.

A petroleira informou que, mesmo com os reajustes, o preço médio do diesel vendido pela companhia nas refinarias acumula uma queda de 24,3% em 2020. No caso da gasolina, a redução acumulada no ano é de 5,3%.

Em nota à imprensa, a Petrobras cita ainda pesquisa da Globalpetrolprices.com, que reúne dados de mercado de 127 países, que aponta que o preço médio do diesel ao consumidor final no Brasil está 32% inferior à média global e ocupa a 24ª posição do ranking, sendo inferior aos preços observados em 103 países. Para a gasolina, o preço final no Brasil está 23% inferior à média global e ocupa a 31ª posição do ranking, ou seja, inferior a 96 países. A estatal cita que, em ambos os casos, os preços médios no Brasil estão abaixo dos preços registrados no Reino Unido, Canadá, China, Chile e Alemanha.

André Ramalho – Valor Econômico{/viewonly}