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Mercado aposta em barril de petróleo a US$ 100 até 2019 com sanções ao Irã

Operadores do mercado de petróleo apostam que os preços de referência da commodity nos EUA poderão subir a US$ 100 o barril até o próximo ano, um patamar que até recentemente muitos consideravam impensável devido ao crescimento recorde da produção norte-americana e à demanda global relativamente estável.

Mas o iminente retorno das sanções dos EUA sobre o Irã e gargalos que impedem o petróleo norte-americano de chegar ao mercado alimentaram uma recuperação que levou os preços de referência a máximas em quatro anos.

Nesta quinta, o petróleo Brent recuava 0,38 dólar, ou 0,44%, a US$ 85,91 por barril, às 9h26 (horário de Brasília). Nos EUA, o barril WTI caía 0,46 dólar, ou 0,6%, a US$ 75,95 por barril.

Enquanto grandes nações produtoras dizem que a oferta é ampla, fundos de hedge e especuladores estão cada vez mais céticos em relação a esse argumento, apostando que o mercado poderia se recuperar à medida que as sanções sobre as exportações de petróleo do Irã voltarem em 4 de novembro.

O viés de alta é visível no mercado de opções dos EUA. O número de posições em aberto em US$ 100 por barril em dezembro de 2019, com opções de compra, ou seja, apostando em futuros nesse nível, subiu 30% na semana passada, para um recorde de 31 mil lotes, de acordo com dados da CME.

"Nas últimas duas semanas, tem havido muito mais evidências de que mesmo alguns dos maiores clientes - Índia e China - não vão comprar petróleo iraniano a partir de novembro", disse John Saucer, vice-presidente de pesquisa e análise da Mobius Risk.

Como resultado, ele disse, "essas sanções provavelmente serão muito mais eficazes do que as pessoas pensavam".

As exportações globais do Irã caíram para 2 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, ante 2,8 milhões de bpd em abril, segundo o Instituto de Finanças Internacionais.

Chefe da IEA pede que produtores amenizem receios sobre oferta

Os grandes produtores de petróleo devem tomar "as medidas certas" para aliviar as preocupações quanto à oferta global, que têm elevado os preços da commodity a máximas em quatro anos, disse à Reuters nesta quinta-feira o chefe da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

"Agora é hora de todos os 'players', especialmente os principais produtores e exportadores de petróleo, considerarem a situação e tomarem as medidas certas para confortar o mercado. Caso contrário, não vejo ninguém se beneficiando", disse o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol.

"A energia cara está de volta em um momento ruim para a economia global", acrescentou.

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