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ANP divulga metas individualizadas de aquisição de CBios para 2024

Distribuidoras terão que comprar um pouco menos de 38,8 milhões de CBios ao longo deste ano

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou agora há pouco as metas de descarbonização que as distribuidoras terão que cumprir no ciclo de 2024 do RenovaBio. Os números foram divulgados na edição de hoje (28) do Diário Oficial da União (DOU). Pelas contas da agência reguladora, as 163 empresas que atuam no ramo vão precisar comprar um pouquinho menos que 38,78 milhões de créditos de descarbonização (CBios) ao longo deste ano.

Cada CBio corresponde a uma tonelada de gás carbônico cuja emissão tenha sido evitada pela substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis.

O número global já era conhecido desde setembro passado, quando o MME apresentou sua proposta para as metas de redução das emissões dos gases do efeito estufa para o RenovaBio no horizonte entre 2024 e 2033. Nessa atualização das metas decenais, o governo cortou o volume para o próximo ano de 50,8 para os atuais 38,78 milhões de CBios.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou agora há pouco as metas de descarbonização que as distribuidoras terão que cumprir no ciclo de 2024 do RenovaBio. Os números foram divulgados na edição de hoje (28) do Diário Oficial da União (DOU). Pelas contas da agência reguladora, as 163 empresas que atuam no ramo vão precisar comprar um pouquinho menos que 38,78 milhões de créditos de descarbonização (CBios) ao longo deste ano.

Cada CBio corresponde a uma tonelada de gás carbônico cuja emissão tenha sido evitada pela substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis.

O número global já era conhecido desde setembro passado, quando o MME apresentou sua proposta para as metas de redução das emissões dos gases do efeito estufa para o RenovaBio no horizonte entre 2024 e 2033. Nessa atualização das metas decenais, o governo cortou o volume para o próximo ano de 50,8 para os atuais 38,78 milhões de CBios.

Essa quantidade de CBios tem valor de mercado de aproximadamente R$ 3,73 bilhões se consideramos que, na última semana, os títulos foram negociados por uma média de R$ 96,12 – o menor desde a 17ª semana de 2023.

Ajustes

Embora as matas para 2024 estejam fechadas, a quantidade efetiva de CBios que cada distribuidora terá que comprar este ano ainda pode aumentar para acomodar metas que não foram atingidas em ciclos anteriores.

Hoje, se encerra o prazo final para que as distribuidoras aposentem os CBios que precisam para cumprir suas metas do ciclo de 2023. No ciclo anterior, esse ajuste aumentou em quase 3,5 milhões de CBios as metas das distribuidoras.

Fatia menor

Para este ano, as três maiores distribuidoras de combustíveis do mercado brasileiro de CBios – Vibra, Raízen e Ipiranga – somam 23,6 milhões de CBios. Isso representa uma fatia menor que 61% do total, abaixo dos 65% que o top 3 vinha apresentando nos cinco anos anteriores. Ao preço atual dos CBios, essas três empresas vão concentrar R$ 2,27 bilhões.

Todas as três grandes tiveram suas metas reduzidas em relação ao ano anterior. A maior queda foi da Vibra que terá que comprar 6,2% menos CBios do que em 2023. Para a Raízen a queda foi de 2% enquanto a Ipiranga escorregou de 1,1%.

A distribuidora que mais avançou de um ano para outro foi Larco. A distribuidora de origem baiana viu sua meta de descarbonização avançar quase 50% de um ano para o outro. Em 2024, a empresa terá que comprar 765,4 mil CBios – 247,7 mil a mais do que em 2023.

Veja a lista completa das metas de 2024:

 A íntegra do despacho da ANP que fixa as metas individuais aquisição de CBios por distribuidoras pode ser consultada clicando aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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