Mais petroleiros retidos deixam Ormuz, e oferta global de petróleo aumenta
Três petroleiros que estavam retidos, transportando ao todo 5 milhões de barris de petróleo bruto, deixavam o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (24), sendo que dois deles seguiam para a Ásia, mostraram dados de navegação. O acordo provisório entre Irã e Estados Unidos está liberando parte da oferta que permanecia presa no Golfo, contribuindo para a queda dos preços globais.
O VL Breeze, um navio petroleiro do tipo VLCC (Very Large Crude Carrier) de bandeira sul-coreana, transportando 2 milhões de barris de condensado do Catar e petróleo de Abu Dhabi, já atravessou o estreito e segue para Daesan, na Coreia do Sul, segundo dados da Lseg e da Kpler. O superpetroleiro foi fretado pela refinaria sul-coreana Hyundai Oilbank.
O Plata Carrier, outro VLCC fretado pela Indian Oil Corp, deixa o estreito com 2 milhões de barris de petróleo saudita, acompanhado pelo petroleiro do tipo Suezmax Prudent Warrior, que segue para Sohar, em Omã, transportando 1 milhão de barris de petróleo Basrah, do Iraque, mostraram os dados. Ambas as embarcações navegam sob bandeira da Libéria.
A Hyundai Oilbank e a Indian Oil Corp não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
Analistas da Kpler e da Vortexa estimaram na semana passada que cerca de 90 milhões de barris de petróleo bruto estavam retidos dentro do Golfo.
O Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul informou nesta quarta-feira que quatro embarcações operadas por empresas de navegação sul-coreanas deixaram o estreito e seguem para seus destinos finais, uma delas para a Coreia do Sul e as demais para terceiros países. Dezoito das 26 embarcações que haviam ficado retidas desde o início do conflito no Oriente Médio continuam no Golfo, informou o ministério.
Ainda não estava claro se os navios estavam utilizando os corredores marítimos temporários estabelecidos por Omã e pela Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) para ajudar as embarcações a deixar a área com segurança.
Omã informou que manterá Ormuz aberto à navegação, sem cobrar taxas de passagem, e designou duas rotas temporárias, ao norte e ao sul da atual via de navegação, para facilitar a saída segura das embarcações da região.
Dois navios-tanque vazios de gás natural liquefeito (GNL), o Shandong Redwood e o Milaha Qatar, foram os mais recentes a serem vistos a oeste do estreito, a caminho do Catar para carregar cargas, segundo dados de navegação.
Com isso, o número conhecido de navios vazios de GNL que atravessam o estreito rumo ao Catar para carregamento chegou a nove, o maior desde o início da guerra.
O primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, afirmou que o país deverá retomar a produção normal de GNL dentro de algumas semanas, informou o Financial Times nesta quarta-feira.
Florence Tan e Emily Chow – Reuters


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