Estatal prevê investir US$ 600 milhões em unidade capaz de fabricar diesel verde e bioQAV
O desembarque da Petrobras do setor de biocombustíveis não vai ser tão definitivo quanto o mercado imaginava quando a estatal confirmou, ainda em 2016, que iria se desafazer de seus ativos nas áreas de etanol e biodiesel depois de suportar perdas bilionárias. Passados mais de cinco anos, a petroleira está, mais uma vez, se movimentando para tentar abocanhar uma fatia deste mercado.
Os planos mais recentes envolvem a instalação no Brasil de uma biorrefinaria totalmente dedicada à produção de diesel renovável e bioquerosene de aviação (bioQAV). Segundo a edição mais recente do Plano Estratégico da Petrobras, a unidade teria capacidade instalada para fabricar entre 500 mil e um milhão de toneladas por ano e consumiria investimentos da ordem de US$ 600 milhões – aproximadamente R$ 2,97 bilhões pelo câmbio de hoje.
Não há informação disponível sobre a localização da unidade.
O desembarque da Petrobras do setor de biocombustíveis não vai ser tão definitivo quanto o mercado imaginava quando a estatal confirmou, ainda em 2016, que iria se desafazer de seus ativos nas áreas de etanol e biodiesel depois de suportar perdas bilionárias. Passados mais de cinco anos, a petroleira está, mais uma vez, se movimentando para tentar abocanhar uma fatia deste mercado.
Os planos mais recentes envolvem a instalação no Brasil de uma biorrefinaria totalmente dedicada à produção de diesel renovável e bioquerosene de aviação (bioQAV). Segundo a edição mais recente do Plano Estratégico da Petrobras, a unidade teria capacidade instalada para fabricar entre 500 mil e um milhão de toneladas por ano e consumiria investimentos da ordem de US$ 600 milhões – aproximadamente R$ 2,97 bilhões pelo câmbio de hoje.
Não há informação disponível sobre a localização da unidade.
A previsão é que o projeto esteja pronto até 2027. Isso faria da unidade da Petrobras a segunda biorrefinaria do país, atrás da planta que deverá ser construída em Manaus (AM) por uma parceria formada pela Brasil Biofuels (BBF) e pela Vibra Energia.
Um projeto liderado pela BSBios – em sociedade com o grupo espanhol Cobra e a paraguaia Copetrol – também pretende instalar uma biorrefinaria no Paraguai. A estimativa é que a planta fique pronta até meados de 2025.
Fornecedores
Para tirar a biorrefinaria do papel, um grupo de executivos da Petrobras esteve em São Paulo esta semana buscando estreitar relações com agentes da cadeia de óleos vegetais.
A informação – confirmada em postagens de redes sociais – sugere que a estatal vem trabalhando para viabilizar a cadeia de suprimento tanto para seu novo investimento quanto para abastecer as operações de coprocessamento que a estatal pretende instalada em algumas de suas refinarias.
Coprocessamento
Além da biorrefinaria, a Petrobras já vinha – há vários meses – sinalizando interesse em aumentar suas apostas no diesel verde. Inicialmente por meio da instalação de tecnologias de coprocessamento de petróleo e óleos vegetais em algumas de suas refinarias.
Chamada HBio, o processo foi desenvolvido pela própria Petrobras e produz um tipo de diesel que já saí de fábrica com um percentual renovável entre 5% e 7%. A estatal tem feito pressão sobre o governo federal para que seu produto seja igualado ao biodiesel e passe a ser contado como parte da mistura obrigatória.
Atualmente, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) já conta com essa tecnologia. O plano é levá-la também para as refinarias de Paulínia e Presidente Bernardes.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com