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Riograndense avança com plano para se tornar biorrefinaria

Empresa anunciou acordo com a dinamarquesa Topsoe para a aquisição de tecnologia que vai permitir a produção de diesel verde e SAF em suas instalações

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Uma das raras refinarias independentes do Brasil – a Riograndense – está planejando uma virada de 180º para se tornar uma fabricante de biocombustíveis. A empresa gaúcha fechou um acordo com a Topsoe para o fornecimento de tecnologia que permitirá que seu complexo de refino passe a fabricar até 16 mil barris por dia (bpd) de diesel verde e de combustível sustentável de aviação (SAF).

Atualmente, a empresa controla a 13ª maior unidade de refino do Brasil, com autorização para processar 17 mil bpd de petróleo.

Segundo informações divulgadas pelo Broadcast, o projeto de biorrefino deverá exigir US$ 1 bilhão em investimentos e ainda está em estudo. A decisão definitiva só deverá ser tomada pelos controladores da empresa – Petrobras, Braskem e Ultrapar – no começo do segundo semestre do próximo ano. Apesar disso, a direção da companhia já vem se movimentando para viabilizar os recursos necessários e está participando de um edital de chamada pública realizado pelo BNDES e pela Finep para financiar a implantação de biorrefinarias no país.

Uma das raras refinarias independentes do Brasil – a Riograndense – está planejando uma virada de 180º para se tornar uma fabricante de biocombustíveis. A empresa gaúcha fechou um acordo com a Topsoe para o fornecimento de tecnologia que permitirá que seu complexo de refino passe a fabricar até 16 mil barris por dia (bpd) de diesel verde e de combustível sustentável de aviação (SAF).

Atualmente, a empresa controla a 13ª maior unidade de refino do Brasil, com autorização para processar 17 mil bpd de petróleo.

Segundo informações divulgadas pelo Broadcast, o projeto de biorrefino deverá exigir US$ 1 bilhão em investimentos e ainda está em estudo. A decisão definitiva só deverá ser tomada pelos controladores da empresa – Petrobras, Braskem e Ultrapar – no começo do segundo semestre do próximo ano. Apesar disso, a direção da companhia já vem se movimentando para viabilizar os recursos necessários e está participando de um edital de chamada pública realizado pelo BNDES e pela Finep para financiar a implantação de biorrefinarias no país.

Se o projeto for aprovado pelos sócios, a expectativa é que a empresa possa entrar nesse novo segmento até a primeira metade de 2028. Isso permitirá que ela se posicione bem no início da curva de adoção do SAF, determinada pela recém-aprovada Lei do Combustível do Futuro.

De acordo com o texto da lei, as companhias aéreas que operam no país terão que reduzir 1% de suas emissões de gases do efeito estufa (GEEs) por meio da substituição do querosene fóssil por alternativas menos poluentes a partir de 2027. Em 2029, a meta dobra para 2% e, a partir daí, avança um ponto percentual por ano até alcançar 10% em 2037.

Em nota divulgada à imprensa, o diretor-superintendente da Riograndense, Felipe Jorge, afirmou que a parceria com a Topsoe é estratégica para “a total conversão da [Riograndense] para uma biorrefinaria." Segundo ele, "isso permitirá que nos tornemos uma referência na produção de SAF no Brasil."

A estimativa é que a unidade consuma 800 mil toneladas por ano de óleos e gorduras. A localização da refinaria em um corredor de exportações de grãos e óleos vegetais deverá facilitar o acesso às matérias-primas. “Essa matéria-prima passa aqui na frente do nosso site,” destacou o executivo.

Teste inicial

Há cerca de um ano, a Riograndense já havia dado um indicativo de seus planos ao concluir um teste processando uma carga de material 100% renovável em sua unidade de craqueamento catalítico (FCC) para produção de bio-GLP, óleos renováveis leves e pesados, biopropeno e bioaromáticos.

Na ocasião, foram utilizadas tecnologias desenvolvidas pelo Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação (Cenpes) da Petrobras.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações do Broadcast e do Jornal do Comércio

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