Caiu. Mas foi bem mais suave do que nos últimos três anos. Dados divulgados pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAFDA) – organismo da Casa Civil que absorveu as atribuições do antigo Ministério do Desenvolvimento Agrário – informam que houve uma queda de 1,3% no número de agricultores familiares venderam oleaginosas para usinas de biodiesel no ano passado como parte das obrigações do Selo Combustível Social.
Caiu. Mas foi bem mais suave do que nos últimos três anos. Dados divulgados pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAFDA) – organismo da Casa Civil que absorveu as atribuições do antigo Ministério do Desenvolvimento Agrário – informam que cerca de 72,5 mil agricultores familiares venderam oleaginosas para usinas de biodiesel no ano passado como parte das obrigações do Selo Combustível Social.
São cerca de mil agricultores a menos – queda de 1,3% – do que na temporada 2014. É quase uma boa notícia se olharmos para o histórico recente do programa [veja gráfico]. Comparado ao pico do Selo em 2011, quando quase 104,3 mil famílias estiveram envolvidas, a queda já passou dos 30,5%.
A maior vítima dessa sangria tem sido a Região Nordeste – justo aquela que deveria ser a maior beneficiária. Entre 2010 e o ano passado, o número de famílias nordestinas que ganharam algum dinheiro vendendo oleaginosas para usinas de biodiesel despencou de 41,2 mil para os atuais 3,9 mil. Em 2015, a queda chegou a 831 famílias.
Distribuição
Das 27 unidades da federação, 14 tiveram pelo menos uma família que forneceu oleaginosas para usinas de biodiesel no ano passado. Este é o mesmo número que tivemos em 2014. Ao longo de toda a história do Selo, agricultores de 18 estados já fizeram, pelo menos, uma venda.
Contudo, há enormes diferenças de acesso. O Rio Grande do Sul é, de longe, o estado mais bem representado. No ano passado foram mais 45.200 famílias gaúchas tiveram contratos ativos com usinas enquanto no Tocantins o número não passou de 20.
Comparando as quantidades de famílias ativas entre 2014 e 2015, é possível constatar quem em 9 estados houveram quedas. Ceará foi o que se saiu pior com 974 contratados a menos – de quase 21,6 mil agricultores envolvidos no ano de 2011, restam menos de 2,4 mil.
Para outros 6 – São Paulo, Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – o resultado foi positivo. Santa Catarina incluiu 380 novos produtores rurais no ano passado. Ainda assim, essa melhoria não bastou para que o estado se recuperasse da queda que registrou entre 2014 e 2013 – 993 produtores a menos.
Há sinais encorajadores também no Rio Grande do Sul onde, depois de quatro quedas consecutivas, o Selo teve um ligeiro repique com 315 novas famílias contratadas. Em grau menor houve recuperação também na Bahia com um crescimento de 157 famílias, o que totalizou 1.145 produtores – muito longe dos 11,8 mil agricultores que chegou a ostentar em 2011.
O único estado onde as notícias são realmente positivas é o Mato Grosso do Sul que vem crescendo de forma consistente e teve seu melhor resultado em 2015. No ano passo foram 1.971 agricultores no Selo Social.
No apurado das regiões. A única das cinco regiões brasileira que encerrou o ano no azul foi o Sul que teve um acréscimo de 74 famílias no período. Mesmo com o Paraná recuando em 621 pessoas e quase neutralizando os bons resultados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Cooperativas
Também há um bom sinal no que diz respeito às cooperativas. As usinas compraram matérias-primas de 82 delas no ano passado – o melhor resultado da história do Selo. Isso graças ao Sul com 64 organizações.
O Sudeste também teve um aumento com duas contratações. Todas as demais tiveram queda no ano.
Lado positivo
Se por um lado o número de agricultores caiu. No reverso da moeda, tanto o volume de oleaginosas quanto os valores movimentados pelo Selo Social foram os maiores da história.
No ano passado, as usinas de biodiesel compraram pouco menos de 3,5 milhões de toneladas de oleaginosas como parte de suas obrigações para cumprimento do Selo Combustível Social. Um salto de substanciais 14,8% no volume adquirido em 2014 que havia sido o maior na história do programa de biodiesel. Com isso, os agricultores participantes receberam pouco mais de R$ 3,9 bilhões, um avanço de 21,2% sobre o último resultado registrado.
Indicativo de que os beneficiários do Selo estão faturando um pouco mais por suas vendas para as usinas. Esse resultado foi comemorado no final do mês passado pelo SEAFDA.
Os agricultores da Região Sul – especialmente os gaúchos – levaram a maior fatia do bolo. Eles venderam 80,4% do volume de oleaginosas e ficaram com 82,7% do valor – 2,8 milhões de toneladas e R$ 3,2 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Caiu. Mas foi bem mais suave do que nos últimos três anos. Dados divulgados pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (SEAFDA) – organismo da Casa Civil que absorveu as atribuições do antigo Ministério do Desenvolvimento Agrário – informam que cerca de 72,5 mil agricultores familiares venderam oleaginosas para usinas de biodiesel no ano passado como parte das obrigações do Selo Combustível Social.
São cerca de mil agricultores a menos – queda de 1,3% – do que na temporada 2014. É quase uma boa notícia se olharmos para o histórico recente do programa [veja gráfico]. Comparado ao pico do Selo em 2011, quando quase 104,3 mil famílias estiveram envolvidas, a queda já passou dos 30,5%.
A maior vítima dessa sangria tem sido a Região Nordeste – justo aquela que deveria ser a maior beneficiária. Entre 2010 e o ano passado, o número de famílias nordestinas que ganharam algum dinheiro vendendo oleaginosas para usinas de biodiesel despencou de 41,2 mil para os atuais 3,9 mil. Em 2015, a queda chegou a 831 famílias.
Distribuição
Das 27 unidades da federação, 14 tiveram pelo menos uma família que forneceu oleaginosas para usinas de biodiesel no ano passado. Este é o mesmo número que tivemos em 2014. Ao longo de toda a história do Selo, agricultores de 18 estados já fizeram, pelo menos, uma venda.
Contudo, há enormes diferenças de acesso. O Rio Grande do Sul é, de longe, o estado mais bem representado. No ano passado foram mais 45.200 famílias gaúchas tiveram contratos ativos com usinas enquanto no Tocantins o número não passou de 20.
Comparando as quantidades de famílias ativas entre 2014 e 2015, é possível constatar quem em 9 estados houveram quedas. Ceará foi o que se saiu pior com 974 contratados a menos – de quase 21,6 mil agricultores envolvidos no ano de 2011, restam menos de 2,4 mil.
Para outros 6 – São Paulo, Bahia, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – o resultado foi positivo. Santa Catarina incluiu 380 novos produtores rurais no ano passado. Ainda assim, essa melhoria não bastou para que o estado se recuperasse da queda que registrou entre 2014 e 2013 – 993 produtores a menos.
Há sinais encorajadores também no Rio Grande do Sul onde, depois de quatro quedas consecutivas, o Selo teve um ligeiro repique com 315 novas famílias contratadas. Em grau menor houve recuperação também na Bahia com um crescimento de 157 famílias, o que totalizou 1.145 produtores – muito longe dos 11,8 mil agricultores que chegou a ostentar em 2011.
O único estado onde as notícias são realmente positivas é o Mato Grosso do Sul que vem crescendo de forma consistente e teve seu melhor resultado em 2015. No ano passo foram 1.971 agricultores no Selo Social.
No apurado das regiões. A única das cinco regiões brasileira que encerrou o ano no azul foi o Sul que teve um acréscimo de 74 famílias no período. Mesmo com o Paraná recuando em 621 pessoas e quase neutralizando os bons resultados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Cooperativas
Também há um bom sinal no que diz respeito às cooperativas. As usinas compraram matérias-primas de 82 delas no ano passado – o melhor resultado da história do Selo. Isso graças ao Sul com 64 organizações.
O Sudeste também teve um aumento com duas contratações. Todas as demais tiveram queda no ano.
Lado positivo
Se por um lado o número de agricultores caiu. No reverso da moeda, tanto o volume de oleaginosas quanto os valores movimentados pelo Selo Social foram os maiores da história.
No ano passado, as usinas de biodiesel compraram pouco menos de 3,5 milhões de toneladas de oleaginosas como parte de suas obrigações para cumprimento do Selo Combustível Social. Um salto de substanciais 14,8% no volume adquirido em 2014 que havia sido o maior na história do programa de biodiesel. Com isso, os agricultores participantes receberam pouco mais de R$ 3,9 bilhões, um avanço de 21,2% sobre o último resultado registrado.
Indicativo de que os beneficiários do Selo estão faturando um pouco mais por suas vendas para as usinas. Esse resultado foi comemorado no final do mês passado pelo SEAFDA.
Os agricultores da Região Sul – especialmente os gaúchos – levaram a maior fatia do bolo. Eles venderam 80,4% do volume de oleaginosas e ficaram com 82,7% do valor – 2,8 milhões de toneladas e R$ 3,2 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com