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Notas tecnológicas: reaproveitamento, coprodutos e avanço

- REAPROVEITAMENTO - Produto antiferrugem
- COPRODUTOS - Reaproveitamento da glicerina
- AVANÇO - Viabilidade das algas
Edição de Jun / Jul 2012 3 min de leitura

REAPROVEITAMENTO - Produto antiferrugem

A percepção de uma brecha de mercado, somada ao empreendedorismo do empresário pernambucano Luiz Cláudio Lima, de 51 anos, produziu resultados expressivos para o meio ambiente e a economia. Lima é responsável por inventar uma resina antiferrugem para automóveis à base de óleo vegetal usado, evitando que o líquido seja despejado no esgoto. O produto é aplicado em peças de carro por meio de uma pistola de ar comprimido para evitar a oxidação. A ideia nasceu de um costume do pai de Lima, que usava óleo de cozinha para conter a ferrugem. Com o apoio do Sebrae e do Instituto de Tecnologia de Pernambuco, o empresário alcançou o produto final. Nascida em 1998, a iniciativa passou a render um salário mínimo por mês a partir de 2002, sendo formalizada em 2008. Hoje, rende R$ 18 mil por mês e emprega quatro pessoas.

COPRODUTOS - Reaproveitamento da glicerina

Encontrar destinação aos coprodutos do biodiesel é uma das principais dificuldades para tornar a cadeia do biocombustível ainda mais sustentável. E justamente a glicerina, um dos resultados da produção, é a base de um plano de negócios elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que chegou à segunda fase da maior competição de start-ups do mundo, o Mass Challenge. Pela aplicação de uma tecnologia batizada de Fragdust, a glicerina pode ser usada para evitar a perda de cargas em razão da trepidação no transporte do minério de ferro. Por ser um dos maiores produtores de minério de ferro do planeta, o Brasil seria o mercado mais promissor.

AVANÇO - Viabilidade das algas

Viabilizar o biodiesel de algas em escala comercial é um dos grandes desafios da pesquisa científica no setor. Um estudo elaborado por pesquisadores da Universidade do Texas conseguiu avançar e diminuir as incertezas que afetam a matéria-prima. Em um primeiro momento, o projeto mapeou o perfil do óleo extraído por diferentes métodos. Com isso, foi possível entender alguns dos fatores que afetam a produtividade da matéria-prima. Mas os resultados não param por aí: a pesquisa buscou entender como fazer para separar o óleo das algas, outra dificuldade que obrigatoriamente precisa ser superada para torná-las viáveis economicamente. A empresa descobriu que uma substância chamada etoxietano, também conhecida como etilglicol, apresenta desempenho de 150% a 200% superior a outros solventes usados para a mesma finalidade. O trabalho será divulgado na edição de maio do Journal of the Oil Chemists’ Society.
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