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18º Leilão: Resultado imprevisível


BiodieselBR.com - 24 jun 2010 - 09:10 - Última atualização em: 19 dez 2011 - 16:57
Estanislau Kantorski, de Porto Alegre

O último leilão de biodiesel da ANP, realizado no final de maio, não seguiu o padrão das últimas negociações e, após um início calmo, os preços começaram a apresentar significativa queda.

Situação semelhante também aconteceu no 13º Leilão de Biodiesel, realizado em fevereiro do ano passado, quando após a primeira rodada os preços tiveram forte queda. Mas enquanto neste pregão ADM e Petrobras arremataram um pequeno volume e a estatal chegou a oferecer R$ 1,70 por litro, no 18º leilão foram justamente estas duas empresas que tiveram a melhor relação volume vendido e preço.

Apesar do forte deságio ao final do pregão, o primeiro lote com 80% do volume negociado teve um preço médio de R$ 2,1925, enquanto no segundo lote o preço médio foi de R$ 1,7546.

Para Mateus Henrique Andrich, gerente industrial da Olfar, uma das estreantes no leilão, “o preço médio negociado [de R$ 2,10] garante uma rentabilidade para as usinas”.

A opinião da Cooperbio (MT), que participou apenas do segundo lote, é oposta. “Foi um desastre”, avalia João Luiz Ribas Pessa, diretor da empresa. “As empresas que tinham selo entraram no primeiro lote com preços que garantiram certa remuneração. Mas depois elas foram para o segundo lote com preços mais baixos, obrigando-nos a baixar nossos preços também”, resume.

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Resultado do 18º Leilão

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