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Ubrabio - Representatividade


BiodieselBR.com - 19 ago 2009 - 14:02 - Última atualização em: 20 jan 2012 - 11:59
Hoje a cadeia produtiva de biodiesel tem como interlocutora junto ao governo federal a Ubrabio, que há dois anos trabalha pela consolidação do setor

Alice Duarte, de Curitiba

Menos de dois anos após o lançamento oficial do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), quando algumas empresas já haviam dado os primeiros e decisivos passos para ingressar nesse mercado, um grupo de produtores percebeu a necessidade de unir esforços para impulsionar a atividade econômica. Em maio de 2007, eles criaram a União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), associação que hoje representa não só os produtores, como também fabricantes de insumos, fornecedores de equipamentos, empresas de tecnologia e outros serviços ligados à cadeia, que hoje somam 26 associados. Segundo o diretor executivo da Ubrabio, Sérgio Beltrão, a entidade trabalha como interlocutora entre governo, empresas e instituições de pesquisa para ajudar na consolidação do programa e no aperfeiçoamento das políticas relacionadas ao PNPB.

Para Beltrão, um dos momentos mais dramáticos para o setor até agora foi no início de 2008, quando começou a obrigatoriedade do uso de 2% de biodiesel no diesel (B2). “Houve um deságio alto no leilão realizado no final de 2007 e depois uma explosão no preço das commodities, o que deixou muitas usinas no vermelho”, lembra. A partir daí a entidade demonstrou ao governo a necessidade de diminuir o período de entrega do leilão de seis para três meses e também diminuir a diferença entre oferta e demanda, antecipando o B3 para julho de 2008 e o B4 para julho deste ano.

A atuação e representatividade da entidade têm crescido junto com o número de associados e hoje ela busca conciliar interesses e alcançar o objetivo comum: o crescimento sustentável do biodiesel.