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Coluna: Enxofre no diesel

Paralelamente ao aumento do teor de biodiesel no diesel (B3 para B4), os noticiários foram invadidos por discussões sobre outro relevante aspecto dos combustíveis, o teor de enxofre.
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Paralelamente ao aumento do teor de biodiesel no diesel (B3 para B4), os noticiários foram invadidos por discussões sobre outro relevante aspecto dos combustíveis, o teor de enxofre. Estima-se que, apenas no diesel, mais de 40 mil toneladas de enxofre sejam emitidas para a atmosfera anualmente no Brasil.

Na verdade, esse enxofre é queimado junto com os hidrocarbonetos do diesel, produzindo mais de 80 mil toneladas de SOx/ ano. Esses gases (SO2, SO3), em contato com a umidade de nossa pele e nosso sistema respiratório, produzem nada menos que o ácido sulfúrico (H2SO4). Alguns gases, como o monóxido de carbono (CO), são mais leves que o ar e sobem rapidamente pela atmosfera. Esse não é o caso dos SOx, que são mais pesados que o ar e permanecem por muito mais tempo em contato com a superfície. A chuva ácida assim gerada não destrói apenas florestas; causa inúmeros problemas na epiderme e destrói o trato respiratório. Mais do que uma questão ideológica ou ambientalista é um caso de saúde pública. Aquela sensação de queimação que sentimos ao receber a fumaça de escapamentos de caminhões e ônibus não é à toa.

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