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Notas sobre biodiesel


BiodieselBR - 05 jan 2007 - 14:08 - Última atualização em: 20 dez 2011 - 10:42


Produção 20% maior

Em novembro o setor de biodiesel teve o maior aumento de sua capacidade de produção autorizada: saltou de 3,09 bilhões para 3,76 bilhões de litros por ano. O motivo foi a mudança no tempo que uma usina pode operar por ano. A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) alterou de 300 para 360 o número de dias de operação. A Europa, por exemplo, utiliza como parâmetro 330 dias para suas usinas. No entanto, na prática, as usinas podem operar apenas 288 dias, pois os leilões limitam o volume permitido para venda em 80% da capacidade autorizada e o mercado fora do leilão é praticamente inexistente.

A ANP também autorizou a ampliação da usina da Granol, de Anápolis (GO), que passou de 407 para 613 mil litros/dia (220 milhões de litros/ano), e da Caramuru, de São Simão (GO), que passou de 375 para 625 mil litros/dia (225 milhões de litros/ano). A ADM, de Rondonópolis (MT), teve sua capacidade corrigida de 565 para 682 mil litros/dia, ou 245 milhões de litros/ano.


Maior usina do Brasil?

A recém-criada Companhia Brasileira de Energias Alternativas e Renováveis (CBEAR), com nome de fantasia Paraná Biodiesel, pretende instalar em Irati (140 km de Curitiba) a maior usina de biodiesel do Brasil, com capacidade para 600 milhões de litros ao ano. A fábrica planeja destinar toda a produção para exportação. O projeto tem prazos pequenos e números enormes. O início de operação está previsto para fevereiro de 2010, já com a capacidade máxima de produção. Para produzir 50 milhões de litros de biodiesel de soja por mês serão necessárias 270 mil toneladas de soja, ou nove mil toneladas/dia. Para atingir esse objetivo, anualmente a empresa precisará de 5% de toda a soja produzida no Brasil ou cerca de 30% de toda a soja do Paraná.


Usina de produtores rurais

Começou a operar no início de novembro a primeira usina do país construída por produtores rurais. A Cooperbio, localizada em Cuiabá (MT), tem capacidade de produção de 144 milhões de litros/ano. O projeto teve investimento de R$ 30 milhões e foi concebido inicialmente para reduzir gastos com combustível dos produtores de algodão e soja, que consomem 12% de todo o investimento feito a cada safra. Mas depois de estudar melhor o mercado, a cooperativa preferiu comercializar o biodiesel nos leilões da ANP. O dinheiro da venda será então aplicado na compra do diesel usado nas lavouras.


Fiscalização de laboratórios

Para garantir maior confiabilidade nos resultados dos testes de qualidade do biodiesel, a ANP aumentou a fiscalização e impôs regras para o cadastramento de novos laboratórios. Por lei, todo biodiesel comercializado no país precisa atender às especificações e os laboratórios devem ser cadastrados junto à agência, mas até então não havia regras claras para esse cadastramento. Agora a ANP vai realizar vistorias técnicas nos laboratórios e avaliar os locais de instalação e as condições dos equipamentos utilizados nos ensaios. Os estabelecimentos terão até abril de 2009 para atender às novas regras.