PUBLICIDADE
006

Armazenamento: Como diminuir os problemas


BiodieselBR - 06 nov 2007 - 12:34 - Última atualização em: 23 jan 2012 - 11:17

Em relação ao acúmulo de água, Eduardo Cavalcanti observa que o ideal é que o tanque tenha decaimento, em formato de um “v invertido” e disponha de sistema de drenagem eficiente. A retirada da água acumulada no fundo dos tanques deve ser feita periodicamente para evitar a contaminação, ataques, entupimentos e a formação de borras.

Quando se trata da oxidação, uma das formas de minimizar essa tendência do B100 produzido a partir de óleos mais instáveis como o de soja, algodão e girassol, é com a adição de antioxidantes sintéticos. “O biodiesel de soja não deve sair da produção sem antes receber um aditivo”, afirma o pesquisador, reforçando os riscos de o produto perder qualidade por causa de sua instabilidade à oxidação. Como a especificação do biodiesel é única, os produtores devem também assegurar que o produto final mantenha as características estipuladas pela legislação ao longo de toda a cadeia produtiva, até a sua entrega à distribuidora “Qualidade assegurada desde o campo até a queima no motor”, adverte.

Os cuidados com o biodiesel, destacou Cavalcanti, devem começar no processo de produção. “Já dominamos no país metodologias de produção capazes de assegurar um biodiesel livre de metanol, água, ácidos graxos livres, de sólidos e contaminantes, integralmente de acordo com resolução da ANP”, explica.

Para o diretor de Abastecimento e Regulamentação do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Roberto Horn, as questões ligadas ao armazenamento e transporte de biodiesel não são o calcanhar-de-aquiles do setor. Pelo menos, não para as distribuidoras. “O que as companhias distribuidoras fazem está dentro dos padrões de segurança, como acontece com os demais combustíveis. Há, certamente, um aprimoramento, outros cuidados técnicos são tomados, justamente por ser o biodiesel de origem vegetal ou animal”, pondera.

O Sindicom, segundo Horn, dispõe de um grupo técnico que dá apoio às companhias associadas no que diz respeito a procedimentos para manuseio e transporte do biodiesel e combustíveis de modo geral. “Sempre é necessário ter um processo regular”, acrescenta. Mas, ele não vê necessidade de atenção especial ou aprimoramento nos critérios normativos de armazenamento e transporte e, sim, no controle de qualidade. “O que a gente precisa é perceber a fiscalização da ANP e demais órgãos fiscalizadores para inibir as tentativas de fraude na mistura ou não mistura do biodiesel”, defende Horn.