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Editorial


BiodieselBR - 10 nov 2007 - 15:46 - Última atualização em: 15 mar 2012 - 11:33

Editorial

O Programa Brasileiro de Produção e Uso de Biodiesel é reconhecido internacionalmente, não apenas pela sua magnitude e ambição, mas por prever a inclusão da agricultura de baixa renda.

Com relação à capacidade industrial, o desenvolvimento superou as metas iniciais e foi uma vitória inconteste das políticas firmes e pró-ativas do atual governo. No entanto, o caráter social do programa não pode ser motivo para comemoração.

Mesmo os números oficiais são pequenos quando comparados aos objetivos traçados pelo governo. E as famílias envolvidas não estão crescendo junto com a produção brasileira deste biocombustível. Um programa de inclusão social desse porte precisa de constantes ajustes. Corrigir os problemas agora é o mais importante e parece ser o mais difícil. Como as soluções muitas vezes envolvem diversos setores, como o de pesquisa, financiamento e regulação, não é só a dedicação de um único órgão do governo que promoverá os ajustes necessários.

Mas as mudanças vão acontecendo e a alteração no decreto 5297, ampliando as oleaginosas aptas ao selo social no Nordeste, é um avanço, ainda que tímido. Será preciso fazer mais ajustes importantes para que a inclusão social não se perca no processo de liderança brasileira na produção de biodiesel.

A nova redação do decreto incluiu o pinhão-manso na lista de oleaginosas do selo social. Esta planta é o assunto de capa desta edição e, como você verá, começa a ganhar força no Brasil com o desenvolvimento dos plantios e das pesquisas.

As vantagens da Jatropha curcas são muitas, mas ainda é preciso percorrer um longo caminho para ampliar os seus benefícios e garantir a planta como uma verdadeira alternativa à soja.

Mas o pinhão-manso não deve brilhar sozinho. A diversidade brasileira é enorme e as alternativas também são, como mostra reportagem de Rodrigo Squizato sobre um dos estudos mais importantes que a Embrapa vem conduzindo para o biodiesel, com aportes financeiros significativos.

Também nesta edição, a repórter Rosiane Correia de Freitas explica a nova especificação do biodiesel, outra mudança recente na estrutura do programa. Fruto de consenso entre os diversos setores nacionais, o novo padrão é uma evolução e aproxima o Brasil das exigências internacionais.

Julio Cesar Simczak Vedana
Diretor de Redação