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Setor de biodiesel fabricou 7,52 milhões m³ no ano passado

Volume representa expansão de mais de 20% sobre os números registrados em 2022

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Depois da tempestade, a bonança. Fechadas as contas de 2023, as usinas de biodiesel fabricaram um pouco mais de 7,52 milhões de m³. Com isso, o setor reata com um fio de recordes sucessivos que só foi interrompido duas vezes: em 2016, durante a fase mais aguda da crise da economia brasileira iniciada no segundo governo Dilma, e em 2022, depois que o governo Bolsonaro passou a reduzir a mistura obrigatória de forma sistemática para tentar controlar a inflação.

Entre o anúncio do primeiro corte da mistura – uma medida emergencial tida como apenas temporária –, em maio de 2021, e a normalização do mercado, em abril do ano passado, foram quase dois anos. Nesse período o setor precisou lidar com uma queda na demanda de quase 4,1 milhões de m³; desse total, 2,38 milhões de m³ foram “perdidos” em 2022.

Mas essa zona de turbulência está ficando para trás. Entre 2022 e 2023, a produção das usinas avançou mais de 20,6%. Em relação ao recorde de produção anterior, o avanço foi de 11,3%.

Depois da tempestade, a bonança. Fechadas as contas de 2023, as usinas de biodiesel fabricaram um pouco mais de 7,52 milhões de m³. Com isso, o setor reata com um fio de recordes sucessivos que só foi interrompido duas vezes: em 2016, durante a fase mais aguda da crise da economia brasileira iniciada no segundo governo Dilma, e em 2022, depois que o governo Bolsonaro passou a reduzir a mistura obrigatória de forma sistemática para tentar controlar a inflação.

Entre o anúncio do primeiro corte da mistura – uma medida emergencial tida como apenas temporária –, em maio de 2021, e a normalização do mercado, em abril do ano passado, foram quase dois anos. Nesse período o setor precisou lidar com uma queda na demanda de quase 4,1 milhões de m³; desse total, 2,38 milhões de m³ foram “perdidos” em 2022.

Mas essa zona de turbulência está ficando para trás. Entre 2022 e 2023, a produção das usinas avançou mais de 20,6%. Em relação ao recorde de produção anterior, o avanço foi de 11,3%.

Aceleração

Apesar disso, o setor entrou em 2023 praticamente em “ponto morto”, com uma produção menor do que a vista em 2022 em janeiro e fevereiro. Os primeiros sinais de aceleração vieram em março – antes da retomada do B12

De abril em diante, a produção disparou. Em muitos casos, ela abriu uma vantagem sobre o mês equivalente de 2022 que pode ser considerada bem superior ao efeito do aumento da mistura obrigatória. Em novembro e dezembro, por exemplo, a variação entre os dois anos rondou a marca dos 35%.

No fim das contas, o volume de biodiesel fabricado garantiu um nível de ocupação equivalente a 52,7% da capacidade instalada do parque industrial brasileiro no final do ano passado. São 6,1 pontos percentuais a mais em relação ao nível de atividade registrado em 2022, revertendo uma tendência de queda que vinha desde 2020.

No azul

Além da melhora na ocupação do setor, a produção também garantiu o abastecimento pleno do mercado.

Em 2023, 7,34 milhões de m³ foram entregues às distribuidoras para suprir o consumo doméstico e outros 108 mil m³ foram para exportação.

Isso coloca a demanda total um pouco acima de 7,5 milhões de m³, deixando um saldo positivo de 15,4 mil m³. O valor está bem próximo do saldo do ano anterior, de 15,6 mil m³.

Centro-Oeste e Sul

O aumento na produção nacional se deu principalmente pelo bom desempenho das usinas nas regiões Centro-Oeste e Sul.

Embora tenha mantido a dianteira com mais de 3,16 milhões de m³ fabricados, as usinas da região Sul basicamente acompanharam a expansão do mercado em geral e mantiveram uma participação de 42,3% no mercado nacional.

Já as usinas do Centro-Oeste deram um passo adiante e aumentaram sua produção em mais de 26,1% no último ano. Com isso, elas conquistaram uma fatia de praticamente 40%, ganhando 2,2 pontos percentuais.

O bom resultado Centro-Oeste foi puxado principalmente pelo crescimento de robustos 41,4% na fabricação das usinas mato-grossenses, que foram de 1,06 para mais de 1,5 milhão de m³ em apenas um ano. Assim, elas reduziram consideravelmente a vantagem do Rio Grande do Sul, onde a produção cresceu menos de 11,4%, para 1,7 milhão de m³.

Embora sejam estados com participação minoritária no setor, houve um crescimento relevante da produção no Pará (163,4%) e em Rondônia (252,4%).

Inversamente, das 14 unidades da federação que registraram produção de biodiesel, houve queda no volume fabricado em três: Bahia (-3,3%), Minas Gerais (-56,5%) e Tocantins (-21,5%).

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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