Exportações deram um salto de quase 160% em relação ao ano anterior
Embora a indústria nacional de biodiesel continue sendo voltada principalmente para o atendimento do mercado interno, já não dá mais para dizer que as exportações são um negócio marginal para o setor. Em 2023, os embarques do biocombustível beiraram os 108 mil m³ o que representa uma alta de quase 160% em relação ao desempenho – já recorde – do ano anterior.
Esse foi o quarto ano seguido de crescimento consistente nas exportações do setor que, depois de um breve ‘surto’ nos anos de 2013 e 2014 acabou perdendo o ímpeto. Foi só no ano retrasado que setor realmente voltou a colocar volumes relevantes no mercado externo.
E não foi só o volume que cresceu. Os embarques também ficaram mais consistentes com volumes comercialmente relevantes saindo dos portos brasileiros em 10 meses sendo que, de junho em diante, houve embarques em todos os meses.
Embora a indústria nacional de biodiesel continue sendo voltada principalmente para o atendimento do mercado interno, já não dá mais para dizer que as exportações são um negócio marginal para o setor. Em 2023, os embarques do biocombustível beiraram os 108 mil m³ o que representa uma alta de quase 160% em relação ao desempenho – já recorde – do ano anterior.
Esse foi o quarto ano seguido de crescimento consistente nas exportações do setor que, depois de um breve ‘surto’ nos anos de 2013 e 2014 acabou perdendo o ímpeto. Foi só no ano retrasado que setor realmente voltou a colocar volumes relevantes no mercado externo.
Mais consistência
E não foi só o volume que cresceu. Os embarques também ficaram mais consistentes com volumes comercialmente relevantes saindo dos portos brasileiros em 10 meses sendo que, de junho em diante, houve embarques em todos os meses.
Isso se afasta da dinâmica ‘vaga-lume’ – alternando meses ativos e inativos – que o setor vinha demonstrando. No ano de 2022, por exemplo, foram exportados volumes comercialmente relevantes em apenas metade dos meses do ano.
Destinos
Apesar do aumento no volume, o biodiesel brasileiro ainda chega a relativamente poucos destinos. No total cinco países receberam cargas do produto nacional, sendo que os Estados Unidos e a Holanda foram – de longe – nossos maiores clientes com, respectivamente, 55,1% e 38,9% de participação no mercado.
Completam a lista a Suíça, o Peru e o Uruguai. Nesse último caso, no entanto, a única ‘exportação’ registrada é uma amostra com cerca de 50 litros que foi embarcada em agosto passado.
Em sua origem esse biodiesel está igualmente concentrado. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as exportações saíram de apenas três cidades: Marialva (PR), Passo Fundo (RS), onde ficam as usinas da Be8, e de Sumaré (SP) onde a Prisma opera.
Isso sinaliza que todas as negociações com o exterior do ano passado foram feitas por apenas dois fabricantes. Se isso se confirmar, a Be8 responde pela exportação de 82,7 mil m³ de biodiesel divididos em 11 negócios; a Prisma fez outras sete vendas embarques que se aproximam de 25,2 mil m³.
Faturamento
No total, as vendas de biodiesel renderam US$ 130 milhões ao país. As exportações renderam US$ 95,9 milhões para a Be8 e US$ 34 milhões para a Prisma.
Segundo as cotações do dólar apuradas pelo Banco Central no mês em que cada embarque de biodiesel aconteceu, as exportações renderam cerca de R$ 651,7 milhões aos exportadores. Na média cada m³ de biodiesel exportado foi remunerado com de R$ 6.051,03 por m³; valor bem superior ao que se pagou no mercado nacional onde o preço médio do produto foi de R$ 4.485,05 por m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com