Volume exportado ao longo do ano passado se multiplicou por 6 sobre o registrado em 2021.
No ano passado, as usinas brasileiras conseguiram exportar um pouco menos que 42 milhares de metros cúbicos de biodiesel. A quantidade representa um salto de quase 470% sobre o resultado que havia sido contabilizada no ano anterior e faz de 2022 o melhor ano no histórico da indústria nacional no mercado externo do produto.
Embora o Brasil esteja entre os três maiores produtores de biodiesel do planeta – junto com a Indonésia e os Estados Unidos –, até hoje o país não conseguiu conquistar seu espaço. Nos 11 anos que já se passaram desde que fez sua primeira exportação, o país tem tido uma participação inconsistente no mercado. Para dizer o mínimo.
No ano passado, as usinas brasileiras conseguiram exportar um pouco menos que 42 milhares de metros cúbicos de biodiesel. A quantidade representa um salto de quase 470% sobre o resultado que havia sido contabilizada no ano anterior e faz de 2022 o melhor ano no histórico da indústria nacional no mercado externo do produto.
Embora o Brasil esteja entre os três maiores produtores de biodiesel do planeta – junto com a Indonésia e os Estados Unidos –, até hoje o país não conseguiu conquistar seu espaço. Nos 11 anos que já se passaram desde que fez sua primeira exportação, o país tem tido uma participação inconsistente no mercado. Para dizer o mínimo.
Depois de um breve ‘surto’ exportador entre os anos 2013 e 2014, o mercado externo perdeu força e voltou a ser uma atividade marginal. Foram quatro anos de embarques abaixo da barreira de mil metros cúbicos. O vento só começou a virar a partir de 2020 quando a demanda passou a dar sinal de crescimento sustentado.
Já são quatro anos de crescimento nas exportações embora só nesse último o volume posso ser realmente visto como comercialmente relevante.
Se desdobrarmos os números por cada um dos meses de 2022, é possível notar que a indústria nacional ainda está longe de se consolidar como uma exportadora – em pelo menos seis meses do ano, os embarques de biodiesel foram mínimas ou inexistentes.
O recorde só foi garantido em dezembro quando o país voltou ao mercado com dois embarques que tiveram com destino à Holanda que, juntos, somaram cerca de 5,71 mil m³ de biodiesel.
Origem destino
Embora a identidade extada do exportador não seja divulgada pelo governo, é possível saber que o grosso do biodiesel exportado pelo Brasil em 2022 partiu de apenas três municípios:
– Passo Fundo (RS) com 31,4 mil m³;
– Lins (SP) com 5,4 mil m³;
– Marialva (PR) com 4,3 mil m³;
Isso permite supor – com razoável grau de certeza – que BSBios e JBS são os responsáveis por pelo menos 98% das exportações brasileiras.
Já o destino do produto exportado foi majoritariamente a Holanda. O país europeu recebeu 35,6 mil m³ de biodiesel brasileiro – 84,8% do total – no ano passado. Áustria, Índia, Israel e Suíça foram os outros compradores de biodiesel brasileiro no ano passado.
Ganhos
Em 2022, as usinas brasileiras faturaram um pouco menos de US$ 59,7 milhões com exportações. Convertidos pela cotação média do mês dos embarques, esse montante representa ganhos de R$ 306 milhões. Na média geral, os compradores internacionais pagaram R$ 7.292,01 por cada m³ de biodiesel exportado em 2022.
Se nossa suposição sobre a identidade dos vendedores desse biodiesel estiver mesmo correta, a BSBios faturou US$ 51,7 milhões no mercado exportador enquanto a JBS levou US$ 6,43 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com