Demorou um pouco mais do que noutras partes da economia brasileira, mas a prolongada crise da economia nacional está, finalmente, dando as caras no setor de biodiesel. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nessa segunda-feira (06) foram fabricados pouco mais de 3,8 bilhões de litros do biocombustível ao longo do ano passado. Isso representa uma contração de 3,4% sobre o resultado de 2015.
Demorou um pouco mais do que noutras partes da economia brasileira, mas a prolongada crise da economia nacional está, finalmente, dando as caras no setor de biodiesel. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nessa segunda-feira (06) foram fabricados pouco mais de 3,8 bilhões de litros do biocombustível ao longo do ano passado. Isso representa uma contração de 3,4% sobre o resultado de 2015.
Com isso, finalmente chegou ao fim uma série de 11 anos sucessivos de recordes de produção que vinha sendo mantida desde que o biodiesel entrou oficialmente na matriz energética brasileira em 2005. A cada ano, os volumes fabricados pelas usinas brasileiras vinham ficando religiosamente maiores que os do ano anterior. Não mais.
Entre 2015 e 2016, a indústria ficou – oficialmente – menor pela primeira vez na história do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB).
Imunidade aparente
Não é que a crise já não estivesse sendo sentida pelas usinas. Quem acompanha diariamente o noticiário produzido por BiodieselBR.com já sabia que, com exceção dos meses de março e de abril, os níveis mensais de produção da indústria já vinham caindo.
A atividade da indústria vem sendo abatida principalmente pela retração nas vendas de óleo diesel. Até novembro – os resultados para dezembro ainda não foram divulgados pela ANP –, a demanda pelo derivado havia decrescido 5%.
Acontece que, graças ao excelente timing da chegada do B6 e do B7 ao longo do segundo semestre de 2014, a indústria tinha, ao menos, o consolo de continuar ostentando resultados anuais positivos. Em 2015, o volume fabricado chegou perto dos 3,94 bilhões de litros com um avanço percentual de 15% sobre o ano de 2014.
Dezembro
A produção de biodiesel no mês de dezembro foi de 296,1 milhões de litros, cerca de 3,4% menos que em dezembro de 2015.
Esse foi resultado mensal mais raquítico em todo o segundo semestre. Ele também é o terceiro mais fraco do ano acima apenas de junho (292,7 milhões de litros) e janeiro (271 milhões de litros).
Com a publicação dos últimos resultados do ano também é possível fazer a contabilidade geral dos produtores.
De um total de 37 unidades produtivas ativas em 2016, a que mais produziu biodiesel foi a ADM de Rondonópolis. Foram pouco menos de 279,9 milhões de litros fabricados no ano.
Já entre os grupos industriais do segmento, a BSBios foi a campeã com 395,6 milhões de litros.
O Rio Grande do Sul teve a melhor performance entre os estados produtores com pouco mais de 1 bilhão de litros. Foi a única unidade da federação a ultrapassar essa marca.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Demorou um pouco mais do que noutras partes da economia brasileira, mas a prolongada crise da economia nacional está, finalmente, dando as caras no setor de biodiesel. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nessa segunda-feira (06) foram fabricados pouco mais de 3,8 bilhões de litros do biocombustível ao longo do ano passado. Isso representa uma contração de 3,4% sobre o resultado de 2015.
Com isso, finalmente chegou ao fim uma série de 11 anos sucessivos de recordes de produção que vinha sendo mantida desde que o biodiesel entrou oficialmente na matriz energética brasileira em 2005. A cada ano, os volumes fabricados pelas usinas brasileiras vinham ficando religiosamente maiores que os do ano anterior. Não mais.
Entre 2015 e 2016, a indústria ficou – oficialmente – menor pela primeira vez na história do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB).
Imunidade aparente
Não é que a crise já não estivesse sendo sentida pelas usinas. Quem acompanha diariamente o noticiário produzido por BiodieselBR.com já sabia que, com exceção dos meses de março e de abril, os níveis mensais de produção da indústria já vinham caindo.
A atividade da indústria vem sendo abatida principalmente pela retração nas vendas de óleo diesel. Até novembro – os resultados para dezembro ainda não foram divulgados pela ANP –, a demanda pelo derivado havia decrescido 5%.
Acontece que, graças ao excelente timing da chegada do B6 e do B7 ao longo do segundo semestre de 2014, a indústria tinha, ao menos, o consolo de continuar ostentando resultados anuais positivos. Em 2015, o volume fabricado chegou perto dos 3,94 bilhões de litros com um avanço percentual de 15% sobre o ano de 2014.
Dezembro
A produção de biodiesel no mês de dezembro foi de 296,1 milhões de litros, cerca de 3,4% menos que em dezembro de 2015.
Esse foi resultado mensal mais raquítico em todo o segundo semestre. Ele também é o terceiro mais fraco do ano acima apenas de junho (292,7 milhões de litros) e janeiro (271 milhões de litros).
Com a publicação dos últimos resultados do ano também é possível fazer a contabilidade geral dos produtores.
De um total de 37 unidades produtivas ativas em 2016, a que mais produziu biodiesel foi a ADM de Rondonópolis. Foram pouco menos de 279,9 milhões de litros fabricados no ano.
Já entre os grupos industriais do segmento, a BSBios foi a campeã com 395,6 milhões de litros.
O Rio Grande do Sul teve a melhor performance entre os estados produtores com pouco mais de 1 bilhão de litros. Foi a única unidade da federação a ultrapassar essa marca.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com