Corte na mistura obrigatória foi responsável por retração na atividade das usinas brasileiras
A produção nacional de biodiesel levou um golpe em julho. É isso o que mostram os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com os números, as usinas fabricaram um total de 540,5 mil m³ de biocombustível o que representa uma queda de 10,2% sobre o mesmo período do ano passado.
No agregado do ano, contudo, a conta ainda é favorável. Sobretudo em função dos números robustos de março e abril – meses em que o mercado recebeu um impulso da chegada do B13 –, a produção acumulada de biodiesel já passa dos 3,9 milhões de m³. Isso representa uma expansão de 343,7 mil m³ – 9,7% – em relação ao valor apurado de janeiro a julho de 2020.
A produção nacional de biodiesel levou um golpe em julho. É isso o que mostram os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com os números, as usinas fabricaram um total de 540,5 mil m³ de biocombustível o que representa uma queda de 10,2% sobre o mesmo período do ano passado.
Esse foi o segundo mês seguido com a atividade das usinas no vermelho. Em maio, o nível de produção já havia apresentado contração de 1,45%.
No agregado do ano, contudo, a conta ainda é favorável. Sobretudo em função dos números robustos de março e abril – meses em que o mercado recebeu um impulso da chegada do B13 –, a produção acumulada de biodiesel já passa dos 3,9 milhões de m³. Isso representa uma expansão de 343,7 mil m³ – 9,7% – em relação ao valor apurado de janeiro a julho de 2020.
Corte na mistura
O corte de três pontos percentuais – de B13 para B10 – na mistura obrigatória determinado pelo governo federal em sua tentativa de conter a pressão de alta nos preços do óleo diesel tem sido o fiel dessa balança. A medida anunciada em 09 de abril que deveria valer apenas para o terceiro bimestre, acabou sendo prorrogada também pelo quatro bimestre.
Isso quer dizer que os efeitos da redução devem ser sentidos ainda no mês de agosto.
A queda só não foi mais intensa porque o consumo de diesel no mercado nacional anda aquecido. Em julho, por exemplo, dados preliminares da ANP indicam que as distribuidoras venderam um pouco mais que 5,61 milhões de m³ de óleo diesel o que representa uma expansão de 7,3%.
Desde março passado, as vendas de óleo diesel têm superado as do período equivalente de 2020 por margens bastante robustas. As vendas de diesel deste ano estão certa de 10,5% acima das registradas no ano passado.
Maiores
A Potencial de Lapa (PR) foi a maior fabricante de biodiesel do período. Em julho, a unidade colocou 66,2 mil m³ no mercado. São 8,9 mil m³ – 15,5% – mais do que no mês de junho.
O resultado da Potencial só é superado pela BSBios quando os números das usinas de Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) forem somados. O grupo gaúcho fabricou 76,8 mil m³ de biodiesel.
Entre os estados brasileiros, a maior quantidade de biodiesel veio do Rio Grande do Sul que produziu 153,3 mil m³ no mês passado. Trata-se de um salto de 20,4% sobre a produção de junho.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com