As vendas do derivado computadas pelas distribuidoras tiveram crescimento de 6,2% no segundo mês de 2019
O mercado tem dado sinais um pouco ambivalentes nesse começo de ano. Por um lado, a produção de biodiesel perdeu gás e as entregas não se saíram assim tão bem; por outro, o consumo de diesel continua engrenado. Segundo números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as vendas do derivado em fevereiro apresentaram crescimento de 6,2%.
O mercado tem dado sinais um pouco ambivalentes nesse começo de ano. Por um lado, a produção de biodiesel perdeu gás e as entregas não se saíram assim tão bem; por outro, o consumo de diesel continua engrenado. Segundo números divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as vendas do derivado em fevereiro apresentaram crescimento de 6,2%.
O ritmo de expansão das vendas foi praticamente idêntico ao verificado em janeiro. No primeiro mês do ano, o crescimento apontado pelas distribuidoras foi de 6,1%.
Em termos volumétricos, os motoristas brasileiros consumiram um pouco mais de 4,37 bilhões de litros. Outro empate técnico com o mês anterior, no qual a demanda foi de 4,39.
Olhando somente para a demanda nos meses de fevereiro, o resultado atual foi o segundo da série histórica, perdendo apenas para fevereiro de 2014, quando as vendas beiraram os 4,68 bilhões de litros. Vale lembrar que 2014 foi o melhor ano para o mercado de combustíveis no Brasil com vendas de mais de 60 bilhões de litros de óleo diesel
Melhor que a média
O segmento diesel continua avançando um pouco mais rapidamente do que a média do mercado de combustíveis no mês de fevereiro. Somadas, as vendas de todas as categorias de produtos acompanhados pela ANP totalizaram 10,8 bilhões de litros, dos quais o diesel representou 40,5%.
Isso representa uma alta de 5,7% em relação ao volume total que havia sido movimentado no mesmo período de 2018 – 10,2 bilhões de litros.
O único produto que continua superando o diesel é o etanol hidratado cuja ritmo de crescimento vem se mantendo constantemente acima das duas casas decimais pelos últimos 17 meses. Em fevereiro, o avanço foi de robustos 39,1% ficando em 1,73 bilhão de litros.
As vendas de etanol têm ajudado a compensar a queda na gasolina cuja demanda foi de 2,95 bilhões de litros, baixa de 5,6% no ano. Com isso, os combustíveis do Ciclo Otto somaram 4,68 bilhões de litros, o equivalente a 43,4% dos produtos movimentados pelo setor.
Déficit
Com a produção de biodiesel crescendo abaixa do que precisaria para atender ao aumento da mistura obrigatória, a oferta acabou ficando no vermelho.
Para atender completamente à demanda do mercado de B10, as usinas teriam que ter fabricado 432 milhões de litros de biodiesel. Com a produção reportada em 415,2 milhões de litros ficam faltando 16,8 milhões de litros para fechar as contas.
Considerando o saldo positivo de 13,1 milhões de litros apurado em janeiro, o mercado está com um déficit de 3,6 milhões de litros em 2019.
Puxadores
Entre todos os estados brasileiros, Mato Grosso (13,6%) e Tocantins (12,5%) foram os que apresentaram os maiores crescimentos nas vendas de diesel de janeiro para fevereiro. O maior crescimento – 18,8 milhões de litros a mais – foi em Goiás, onde as vendas chegaram a 223,8 milhões de litros em fevereiro.
Apesar do mercado brasileiro ter apresentado crescimento como um todo, a maior parte das unidades da federação registraram perdas nas vendas de diesel. Foram 16 estados com variação negativa em fevereiro, com destaque para o Amazonas cujo mercado encolheu 18,8%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com