Desempenho geral do setor de biodiesel durante o primeiro bimestre de 2019 foi de 94,6%
O desempenho de entregas do setor de biodiesel vem caindo de forma persistente ao longo dos últimos bimestres. Nos primeiros dois meses de 2019, as usinas entregaram às distribuidoras 94,6% dos quase 914,2 milhões de litros de biodiesel que haviam sido negociados como parte do Leilão 64.
O desempenho de entregas do setor de biodiesel vem caindo de forma persistente ao longo dos últimos bimestres. Nos primeiros dois meses de 2019, as usinas entregaram às distribuidoras 94,6% dos quase 914,2 milhões de litros de biodiesel que haviam sido negociados como parte do Leilão 64.
Apesar do resultado ainda colocar o L64 acima das performances apresentadas ao longo dos leilões 60 e 58 – que foram de, respectivamente, 89,3% e 93,7% – há uma clara tendência de queda que já vem se delineando desde os 99,9% registrados no L53. Entre idas e vindas, os índices bimestrais já vêm apontando para baixo pelos últimos 11 bimestres.
O resultado piorou ao longo do bimestre. Em janeiro, o volume entregue representou 95,4% do que estava estipulado pelo edital do leilão. Em fevereiro, no entanto, o índice caiu para 93,6%.
Volume
Em termos nominais, a quantidade de biodiesel que saiu das usinas com destino às distribuidoras foi pouco inferior a 864,5 milhões de litros. Esse é o menor volume entregue desde o terceiro bimestre de 2018.
Considerando os preços de venda do biodiesel, as entregas efetuadas garantem que as usinas tiveram um faturamento de R$ 2,41 bilhões. Essa conta leva apenas as entregas das usinas.
Usinas
A usina que mais entregou biodiesel no período foi a Oleoplan de Veranópolis (RS) com mais de 59,1 milhões de litros. O montante representa mais de 96,9% da quantidade de biodiesel contratadas no L64 e garante à usina um faturamento de R$ 154,6 milhões.
O maior ganho financeiro, no entanto, coube à ADM de Rondonópolis que ganhou R$ 164,1 milhões por 58,6 milhões de litros de biodiesel entregues – 93% do total vendido.
A melhor performance, por outro lado, foi da usina da Bio Vida em Várzea Grande (MT) que superou o volume arrematado no L64 em dois metros cúbicos. Entre janeiro e fevereiro saíram da empresa 527 m³ de biodiesel contra vendas de 525 m³ no leilão – performance de 100,4%.
A Prisma em Sumaré (SP) foi a única outra usina de biodiesel a superar a merca dos 100%. A unidade paulista que voltou recentemente ao mercado depois de um longo período de paralisia entregou 1.003 m³, três mil litros acima da meta.
No extremo oposto, temos um grupo de sete usinas que não atingiram a meta de 90% de entregas exigida pela ANP. Caso a ANP considerem que a baixa performance de entregas é de responsabilidade dos fabricantes, essas unidades podem acabar sendo impedidas de participar do L67. A pior situação entre estas é da Bocchi cuja usina em Muitos Capões (RS) teve apenas 67,7% de entregas.

Autorizativo
Também foram entregues, 481 mil litros de biodiesel para o mercado autorizativo. Esse montante representa 62,5% do total que havia sido arrematado durante a Etapa 5A do processo de comercialização. Todas as três empresas que haviam feito vendas – Bio Vida, Bocchi e Granol de Anápolis – encerraram o período com entregas feitas.
Curiosamente, a Bocchi foi a usinas que mais se destacou no mercado autorizativo com performance de 96,5%. Dos 400 m³ de biocombustível com os quais se comprometeu, a usina mato-grossense entregou de fato 386 m³. Essa quantidade de biodiesel engodou os ganhos da empresa pouco em mais de R$ 1 milhão.
No total, as entregas nesse segmento renderam R$ 1,28 milhão.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com