Dados da ANP mostram que a produção do segundo mês de 2019 apresentou crescimento inferior ao que seria esperado
No último mês de comparação entre o B8 e o B10, o impulso dado pelo aumento no percentual de mistura obrigatória ficou um pouco aquém do que seria de se esperar. Segundo dados que foram divulgados nessa segunda-feira (01) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o volume de biodiesel fabricado pelas usinas brasileiras no segundo mês do ano foi de 415,4 milhões de litros.
No último mês de comparação entre o B8 e o B10, o impulso dado pelo aumento no percentual de mistura obrigatória ficou um pouco aquém do que seria de se esperar. Segundo dados que foram divulgados nessa segunda-feira (01) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o volume de biodiesel fabricado pelas usinas brasileiras no segundo mês do ano foi de 415,4 milhões de litros.
A produção caiu entre os meses de janeiro e fevereiro. No segundo mês do ano, as usinas colocaram quase 7% menos biodiesel no mercado do que no primeiro mês do ano.
Na comparação anual, no entanto, tivemos mais um resultado positivo embora nem tão robusto quanto o mercado gostaria. No mesmo período de 2018 a produção reportada havia sido de 338,4 milhões de litros. Isso quer dizer que o crescimento foi de 22,7% – inferior aos 25% esperados caso o único fator relevante fosse o aumento de dois pontos percentuais na mistura obrigatória ocorrido em março passado.
Um ano de B10
Esse não foi o único mês em que o desempenho deixou a desejar. De uma forma geral, nos 12 meses que se passaram desde o aumento da mistura – de março de 2018 a fevereiro de 2019 –, tivemos seis onde o crescimento ficou aquém do esperado e outros seis onde o resultado superou os 25%.
Tudo somado, em um ano de B10 a produção totalizou 5,53 bilhões de litros o que corresponde a 24,3% de crescimento em relação ao período entre março de 2017 e fevereiro de 2018.
Vale ressaltar que, a greve dos caminhoneiros em maio de 2018 afetou o resultado do ano. O movimento levou a uma virtual paralisia do setor de biodiesel e a uma redução drástica na demanda de diesel naquele mês.
Unidades
Em fevereiro, 37 unidades produtivas reportaram atividade. Uma a menos do que em janeiro. A gaúcha Bocchi e a mato-grossense Cooperfeliz aparecem com a produção zerada. Já a Bunge que, em janeiro, não reportou produção voltou à atividade com cerca de 6,6 milhões de litros de biodiesel fabricados.
A maior fabricante do mês foi a ADM de Rondonópolis com 32,7 milhões de litros de biodiesel produzidos – 7,4 milhões de litros a mais do que no mês anterior. Ela tomou o lugar da Granol de Anápolis cuja produção caiu 7,7 milhões de litros entre janeiro e fevereiro fechando com 22,1 milhões de litros fabricados.
O Rio Grande do Sul foi o principal estado produtor do país com quase 106 milhões de litros de biodiesel fabricados a partir de 8 unidades produtivas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com